Agronegócio

Suínos/ABPA: receita total com exportação em junho cai 18,9%, a US$ 219,1 mi



São Paulo, 06/07- O Brasil faturou 18,9% a menos com exportações totais de carne suína em junho em relação a igual mês de 2021, alcançando US$ 219,1 milhões, informou há pouco a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em nota. As exportações totais consideram a carne suína in natura e a processada. Em quantidade, os embarques externos totais de carne suína recuaram 14%%, para 93,5 mil toneladas, no mesmo comparativo.

Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, em nota, há estabilidade dos embarques nos últimos meses, com volumes superiores ao período anterior às crises sanitárias de Peste Suína Africana (PSA) em importantes nações produtoras. “Os novos patamares de exportações mantidos pelo Brasil neste primeiro semestre estão 230 mil toneladas maiores que o desempenho registrado em 2018, período anterior aos efeitos da enfermidade”, comenta.

No primeiro semestre de 2022, as vendas externas de carne suína somam 510,2 mil toneladas, volume 9,3% menor do que no primeiro semestre de 2021, quando o País havia embarcado 562,7 mil toneladas. Já a receita dos seis meses de 2022 totalizou US$ 1,115 bilhão, valor 17,4% inferior ao registrado em igual período do ano passado, com US$ 1,349 bilhão.

A China continua como principal comprador da carne suína brasileira, tendo adquirido no primeiro semestre deste ano 37,2 mil toneladas (-36,7%). Entre os principais importadores no período estão as Filipinas que adquiriram 9,4 mil toneladas (+229,2%). Outros destaques foram Hong Kong, com 7,9 mil toneladas (-5,9%) e Vietnã, com 4,3 mil toneladas (+14,9%).




Para o diretor de Mercados da ABPA, Luís Rua, as nações asiáticas continuam protagonistas entre os destinos das exportações brasileiras de carne suína. “Há tendência de alta nas vendas no médio prazo, em razão do incremento contínuo do consumo de proteína animal nesta região. Exemplo disso são as Filipinas, que neste mês ganhou forte presença nos dados dos embarques, assumindo o segundo posto. O Brasil tem se posicionado como parceiro estável e confiável para atender esta demanda adicional da Ásia.”

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