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Sua empresa ainda é invasiva na hora de buscar reduzir o índice de inadimplência?

Para os credores, o essencial é conhecer o problema do consumidor e demonstrar proatividade para ajudá-lo a solucionar o atraso. Isso sem fazê-lo se sentir constrangido com as excessivas cobranças

Sua empresa ainda é invasiva na hora de buscar reduzir o índice de inadimplência?

O início de ano é um momento propício para quem deseja negociar suas dívidas e colocar suas finanças em ordem. E com as perspectivas positivas de reaquecimento da economia para 2019, a tendência das pessoas buscarem alternativas para recobrar seus créditos é ainda maior.

De acordo com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), a quantidade de brasileiros com dívidas atrasadas teve crescimento de 4,4% no final de 2018 se comparado ao término do ano anterior.

Este número é o maior aumento anual de inadimplentes desde 2012, e registrou avanço de 6,8%. Além disso, de acordo com dados do Serasa Experian, a taxa de inadimplentes bateu recorde em junho do ano passado, quando chegou a atingir a 61,8 milhões de pessoas. O levantamento aponta que 40,3% da população adulta no Brasil está inadimplente.

Isso traz graves consequências: além da perda do crédito, da negativação do nome junto dos órgãos de proteção ao crédito e da diminuição do consumo, a inadimplência traz sérios riscos para o mercado empresarial também, já que as empresas que não se planejaram, passam elas mesmas a correr o risco de se tornarem devedoras e, dependendo do caso, chegar até à falência.

É claro que ninguém deseja ficar inadimplente, mas as elevadas taxas de desemprego do Brasil, além do enfraquecimento do ritmo de crescimento econômico do país, fez com que a população atingisse níveis recordes de dívidas atrasadas.

Para os credores, o essencial é conhecer o problema do consumidor e demonstrar proatividade para ajudá-lo a solucionar o atraso. Isso sem fazê-lo se sentir constrangido com as excessivas cobranças. Uma postura acolhedora faz o consumidor sentir mais confiança para negociar suas dívidas, o que é primordial.

Por consequência disso, cada vez mais companhias procuram serviços e plataformas que, de forma ágil, segura e tecnológica, permitem aos devedores realizarem a negociação de suas dívidas sem a necessidade de contato direto com uma assessoria de cobrança ou instituição credora.

Mas há uma luz no fim do túnel também. Ajudando na recuperação do crédito dos brasileiros, a reestruturação da economia e a geração de emprego no país trazem condições para as pessoas negociarem seus débitos. Desde meados do ano passado, o desemprego começou a recuar e registra queda ao ficar em 11,9% no terceiro trimestre de 2018 ante os 12,4% no mesmo período de 2017, conforme dados do IBGE.

O objetivo das empresas especialistas em cobrança digital deve ser construir pontes entre os milhões de brasileiros que sofrem ao não conseguirem quitar suas dívidas e as milhares de marcas que necessitam tanto da recuperação dos recursos financeiros quanto do restabelecimento da relação de consumo.

A disponibilização de canais de auto-atendimento, capazes de cuidar do consumidor com empatia, permitir uma cobrança justa e humana, de forma sigilosa e sem intermediários traz muito mais conforto e segurança, incentivando a regularização dos débitos de forma mais rápida e consciente. É bom para todos.

(*) José Moniz é Head de Negócios Digitais na Negocia Fácil, com mais de 20 anos de experiência nas áreas de marketing e vendas. Formado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) e Dale Carnegie Institute, baseou sua carreira em startups, ecossistemas de inovação e serviços ao consumidor digital, adquirindo vasta experiência nas áreas de negócios, performance e vendas. A sua paixão por negócios digitais só faz crescer a crença de que é possível devolver tranquilidade à vida das pessoas entregando a elas o poder de renegociar dívidas de forma fácil, rápida, simples e autônoma.