Agronegócio

StoneX vê superávit global de 4,1 mi t de açúcar em 2022/23, o maior em cinco anos

StoneX vê superávit global de 4,1 mi t de açúcar em 2022/23, o maior em cinco anos

Caminhão carregando cana

Por Nayara Figueiredo

SÃO PAULO (Reuters) – O saldo global de açúcar deve alcançar um superávit de 4,1 milhões de toneladas na safra 2022/23, estimou nesta terça-feira a consultoria StoneX em sua primeira projeção para o próximo ciclo internacional (outubro a setembro), maior patamar desde a temporada de 2017/18 (7,7 milhões de toneladas).



O volume se compara a um superávit de 900 mil toneladas do adoçante obtido em 2021/22, de acordo com a consultoria.

“Nossas expectativas são de um maior superávit no saldo global de açúcar, sustentado pelo aumento de produção do adoçante em importantes players, como Índia, Brasil, Tailândia e Paquistão”, disse a StoneX em relatório.

“Ainda assim, o recuo da produção de outros países nas Américas e Europa deve limitar a oferta global de açúcar”, acrescentou.

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A produção de açúcar em 2022/23 está estimada em 194,6 milhões de toneladas (valor bruto), um avanço anual de 2,8%frente ao estimado para o ano-safra corrente.

Pelo lado da demanda, a consultoria prevê retomada do crescimento do consumo, muito associado às expectativas de recuperação do crescimento econômico global, ainda que a possibilidade de futuros surtos localizados de Covid-19 se coloque como um ponto de atenção.


Desta forma, a demanda foi estimada em 190,5 milhões de toneladas, 1,1% no comparativo anual.

“Com isso, os estoques finais devem crescer para 79,5 milhões de toneladas, alta anual de 5,4%, fazendo com que a relação estoque/uso se posicione em 41,6%.”

BRASIL

Em relatório à parte, a StoneX elevou sua projeção para a produção de etanol de cana no centro-sul e reduziu a estimativa para a fabricação de açúcar em 2022/23 (abril a março), embora o volume esperado para o adoçante seja superior ao da temporada passada.

A consultoria passou a ver produção de 33,9 milhões de toneladas de açúcar, contra 34,5 milhões de toneladas no levantamento de março. No comparativo anual, trata-se de um avanço de 5,8%.

A fabricação de etanol de cana, por sua vez, é projetada em 25,8 bilhões de litros, ante 25,5 bilhões na projeção anterior (avanço anual de 7%).

Do total, 16,5 bilhões de litros se referem ao hidratado (+16,4% na variação anual) e 9,3 bilhões de anidro (-6,4% ano a ano).

“Comparada a safra 2021/22, onde o share de hidratado (no Ciclo Otto) foi de 25,3%, nossa estimativa para a safra 2022/23 é de que ele apresente um aumento de 4,7 pontos percentuais, atingindo a marca dos 30% –estimativa que se baseia no viés altista para os preços da gasolina, ao passo que a recuperação produtiva no Centro-Sul poderá favorecer a competitividade do álcool.”

A produção de etanol de milho deve continuar em alta, apesar do clima seco na região Centro-Oeste que atingiu algumas lavouras. A consultoria manteve a expectativa em 4,2 bilhões de litros, avanço de 20,7% em base anual.

A perspectiva para moagem de cana foi mantida em 565,3 milhões de toneladas, 8,1% maior que a do ciclo anterior, impulsionada por melhores condições climáticas.

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