Edição nº 1048 08.12 Ver ediçõs anteriores

Stefanini volta a crescer e quer entrar no clube do bilhão de dólares em 2018

Stefanini volta a crescer e quer entrar no clube do bilhão de dólares em 2018

Marcos Stefanini, CEO Global e fundador da Stefanini

Depois de ver seu faturamento patinar na casa dos R$ 2,6 bilhões em 2015 e 2016, a Stefanini, uma das maiores empresas brasileiras da área de Tecnologia da Informação, voltou a crescer em 2017. Segundo o fundador e CEO, Marco Stefanini,  a companhia deverá fechar dezembro  com receitas globais de R$ 2,8 bilhões, o equivalente a US$ 869 milhões, um aumento de 7,5% sobre  o ano passado. Além do crescimento de 7% no mercado interno, contribuiu para esse resultado o bom desempenho das operações na América Latina, que se expandiram 30% no período.

Animado com o novo quadro, Stefanini prevê a entrada da empresa, que atualmente obtém no mercado internacional a metade das suas vendas, no clube do bilhão de dólares já em 2018, caso o comportamento do real diante da moeda americana continue próximo aos patamares atuais. ”No entanto, se houver uma disparada do dólar por conta do cenário político, essa meta ficará inviável, naturalmente”, afirma.

Caso essa barreira seja ultrapassada, significaria a retomado do ritmo vertiginoso de aceleração dos negócios da Stefanini, que praticamente decuplicaram em uma década, passando de R$ 285 milhões, em 2016, para os R$ 2,6 bilhões de 2015, mantidos em 2016.

Quinta empresa brasileira mais internacionalizada, de acordo com um ranking elaborado pela Fundação Dom Cabral, de Belo Horizonte, a Stefanini atua em 40 países, mantendo escritórios próprios em 68 cidades no exterior, com representações em cinco continentes – América, Europa, Ásia, África e Oceania.

Para Stefanini, o principal desafio para a consolidação da companhia, além da superação dos empecilhos trazidos pela crise da economia brasileira é a implantação do projeto batizado internamente de transformação digital. O novo modelo prevê, ao lado da manutenção e ampliação dos serviços tradicionais como BPO, Service Desk e Field Service, com a oferta de ferramentas modernas de automação, mobilidade, marketing e inteligência artificial, entre outros. “Continuamos monitorando oportunidades que possam complementar o nosso portfólio e, consequentemente, nosso ecossistema de inovação.”

Uma das novas apostas responde pelo nome de Sophie, uma plataforma de inteligência cognitiva, formada por um conjunto de softwares, sistemas e  processos que permitem a interação dos clientes com os consumidores, através de texto e voz. No Brasil, o Sophie está sendo adotado pela Caixa Econômica Federal, facilitando o relacionamento dos seus 150 mil funcionários e prestadores de serviços, como as casas lotéricas,  com seus correntistas e tomadores de seus serviços.

Com ferramentas como o Sophie,  a ideia do CEO é envolver cada vez mais a Stefanini nos negócio dos seus clientes. “Queremos ter voz mais ativa no processo de mudança  e contribuir para a disseminação da cultura de desenvolvimento e gestão digital de seus projetos”, afirma Stefanini.


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