Economia

SP terá suspensão de corte de gás e água até 30 de março a bares e restaurantes

Crédito: Arquivo/Agência Brasil

Além disso, as contas pendentes dos estabelecimentos comerciais ainda poderão ser parceladas, sem multas ou juros, por até 12 meses. (Crédito: Arquivo/Agência Brasil)

O governador João Doria (PSDB) anunciou em coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes durante a tarde desta quarta-feira, 3, a suspensão do fechamento de bares, restaurantes e estabelecimentos comerciais aos fins de semana nas 11 regiões classificadas na fase laranja do Plano São Paulo. Entre segunda e sexta-feira, o funcionamento continua restrito entre as 6h e 20h. De acordo com ele, a decisão foi tomada pelo Centro de Contingência da Covid-19 após uma queda de 11% nas internações por covid-19 nos leitos públicos e privados.

Doria também anunciou um novo pacote de apoio aos setores de comércio, turismo e serviços com um aporte de R$ 125 milhões em crédito pelo Banco do Povo e o Banco Desenvolve SP, além da suspensão de dívidas e parcelamento de contas. Os empréstimos serão concedidos “a juros baixos” e “com velocidade sem burocracia” para valores expressivos, de acordo com o governador.

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Além disso, também foi anunciada a suspensão no corte de fornecimento de gás e água para todos os estabelecimentos comerciais até 30 de março. As contas pendentes ainda poderão ser parceladas, sem multas ou juros, por até 12 meses.



A previsão inicial era de que as medidas restritivas, anunciadas em 25 de janeiro, se estendessem pelo menos até a próxima segunda-feira, 8. Mas no início desta semana, Doria afirmou que os índices de internações pela covid-19 diminuíram no Estado e que, se permanecessem com tendência de queda, suspenderia as medidas de restrição.

Protestos

Naquele mesmo dia, donos e funcionários de bares e restaurantes lotaram as principais vias da capital paulista e do interior de São Paulo com protestos pela reabertura do setor, ao mesmo tempo em que pediram mais auxílio do governo para contornarem a crise. Reportagem do Estadão mostrou que, no último fim de semana, comerciantes burlaram a restrição de funcionamento imposta pela administração de Doria e abriram as portas, mesmo sob o risco de multa e cassação do alvará.

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