Sou consórcio, mas pode chamar de investimento

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Comprar cotas de consórcio, pagar parcelas durante anos e rezar todos os dias para ser contemplado parece uma prática ultrapassada para adquirir um bem. Mas, curiosamente, o setor está mais vivo do que nunca – e com vigor. Pelas contas da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), mesmo com a crise causada pela pandemia, as vendas alcançaram R$ 61,2 bilhões no primeiro semestre, mesmo valor contabilizado na primeira metade de 2019. O ano deve fechar com alta de 10% a 12%, com a reação da economia no último trimestre. Qual o segredo? Se comportar como um investimento, segundo Tatiana Schuchovsky Reichmann, CEO da paranaense Ademilar, maior administradora independente de consórcios no País. “Mesmo com Selic baixa, os financiamentos imobiliários variam de 6% a 8% anuais. Com consórcio, o custo é de 1,2% ao ano. Tem como comparar?”, disse. Com vendas de R$ 500 milhões apenas em junho (recorde histórico) e R$ 5 bilhões em créditos comercializados neste ano, a empresa está partindo para o campo, em busca de diversificação. A Ademilar está fundindo suas operações com a Conseg, especializada em consórcio para o agronegócio. Com a união, a nova empresa, Ademicon, vai chegar a R$ 13 bilhões em ativos comercializados. “Quem investe para ter um retorno de 2% ao ano passou a enxergar o consórcio como excelente investimento. Metade de nossos clientes em carteira hoje é de investidor”, afirmou Tatiana.

(Nota publicada na edição 1186 da Revista Dinheiro)





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Sobre o autor

Hugo Cilo é editor de negócios da Revista DINHEIRO


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