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“Somos pioneiros entre os investidores-anjo do Brasil”

Crédito: Divulgação

Quem é Jorge Rocha: Carioca, engenheiro de produção pela UFRJ, pós-graduado pela PUC do Rio e com especialização na Harvard Business School. Executivo, passou 17 anos na AB InBev, de onde saiu em 2007. CEO da rede de academias Just Fit, conselheiro de empresas e presidente do Gávea Angels. (Crédito: Divulgação)

Uma das primeiras associações de investidores-anjo no Brasil, a Gávea Angels foi criada em 2002.

A denominação veio da localização da PUC-Rio, no bairro homônimo carioca. A organização estáiniciando suas atividades em São Paulo, diz seu presidente, o engenheiro Jorge Rocha.

O que faz a Gávea Angels?
Somos uma associação não-governamental dedicada a criar um ambiente que permita unir investidores-anjo e startups. Somos pioneiros entre as associações de investidores-anjo no Brasil. Surgimos a partir de um grupo de pessoas próximas à PUC do Rio, e atualmente temos cerca de 90 associados. Apesar da origem e do nome, há cerca de três anos deixamos de ser uma entidade carioca, pois 80% dos participantes não residem no Rio. Nossa grande vantagem é que conseguimos estabelecer processos para tornar as decisões mais ágeis. Temos uma estrutura que nos permite analisar 300 startups por ano, para investir em quatro ou cinco delas. Nossa meta é poder analisar 400 empresas por ano.

Como vocês atuam?
Nossa intenção é facilitar o investimento em empresas promissoras e trazer não apenas capital, mas agregar gestão e networking. Nossas aplicações são realizadas diretamente pelos investidores-anjo, por meio de contratos de mútuo, que são conversíveis em participações societárias na empresa. Para facilitar o processo, redigimos um contrato-padrão com as empresas em que investimos e elegemos um representante para dialogar com o empreendedor. Isso torna as decisões mais ágeis e melhora o fluxo de informações.

Como vocês agregam valor às startups?
Estamos cientes que os empreendedores não conhecem o mundo das fusões e aquisições, e também ajudamos no momento do desinvestimento. Todos começam com brilho nos olhos, mas a inexperiência muitas vezes os leva a fracassar. É aí que nós entramos. Os associados são executivos com muita experiência, são diretores ou presidentes de empresas.

Em que empresas vocês investem?
Desde o início, investimos em 26 empresas. Nos últimos três anos investimos R$ 6 milhões em oito empresas. Nenhuma delas está em situação falimentar nem em situação de stress. Algumas crescem mais depressa do que outras, mas todas estão bem. E tivemos um desinvestimento recente. Na terça-feira (8), uma de nossas investidas, a plataforma de open banking Bit Capital, cujas transações são baseadas em blockchain, foi adquirida pela Ame, o braço financeiro da Lojas Americanas. Isso mostra alguns dos nossos conceitos ao investir. Um deles é que a Inteligência Artificial vai dominar o mundo, por isso focamos em companhias não só de base tecnológica, mas também focadas no desenvolvimento de soluções de IA.

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FINTECHS
Modalmais compra plataforma de educação

O banco digital Modalmais comprou a plataforma de educação financeira “Investir Juntos” para oferecer conteúdo gratuito sobre investimentos. Os principais executivos da plataforma permanecem no projeto. Hoje, o Modalmais tem R$ 12 bilhões sob custódia e pretende alcançar R$ 40 bilhões até o fim de 2021. “A compra da Investir Juntos vem para acelerar o processo de investimento em inovação”, afirmou Cristiano Ayres, co-CEO do banco. Ele disse que a previsão é fechar o ano de 2021 com 2,5 milhões de clientes.

GESTÃO
Startup Certus capta recursos

A startup de gestão Certus, que atende cerca de 300 empresas do setor industrial, está captando recursos para se tornar uma fintech voltada a pequenas e médias indústrias. O objetivo, segundo o CEO Fábio Ieger, é reduzir a mortalidade dessas empresas. Dados da Confederação Nacional da Indústria mostram que 80% das pequenas empresas que fecharam as portas, o fizeram por falta de capital. “Nosso objetivo é auxiliar cerca de 2 mil indústrias ao ano”, disse. Isso será feito oferecendo crédito com taxas inferiores às praticadas no mercado. De acordo com Ieger, estão previstas taxas de antecipação de recebíveis inferiores a 1%.

Número da semana
2,64%

Foi a variação do Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) em novembro, divulgou na segunda-feira (7) a Fundação Getulio Vargas (FGV). A inflação desacelerou em novembro ante os 3,68% de outubro. Com esse resultado, o índice acumula alta de 22,16% no ano e de 24,28% em 12 meses. Em novembro de 2019, o indicador havia variado 0,85% e acumulava elevação de 5,38% em 12 meses. O IGP-DI é composto por uma cesta de índices. O principal deles é o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que representa 60% do IGP-DI e variou 3,31% em novembro ante 4,86% em outubro. Segundo o coordenador dos Índices de Preços da FGV, André Braz, a contribuição do IPA para a desaceleração do IGP foi generalizada. Os três grupos componentes da inflação ao produtor apresentaram decréscimos em suas taxas de variação. “Matérias-primas brutas (soja de 15,82% para 6,49%) e bens intermediários (farelo de soja de 20,12% para 13,22%) contribuíram para a desaceleração do IPA e, por consequência, do IGP”, disse Braz.

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