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Sociedade civil argelina pede transição de seis meses a um ano

Sociedade civil argelina pede transição de seis meses a um ano

Representantes da sociedade civil se reúnem em Argel em apoio aos protestos - AFP

Uma centena de organizações da sociedade civil argelina pediram neste sábado uma transição de seis meses a um ano, pilotada por personalidades escolhidas de forma consensual para organizar a eleição do sucessor do presidente Abdelaziz Buteflika.

Os participantes da reunião também querem “um governo de competência nacional” para a gestão dos assuntos correntes, em um mapa do caminho aprovado após uma “conferência nacional da sociedade civil” realizada em Argel.

Após 20 anos no poder, o chefe de Estado argelino pediu demissão em abril, sob a pressão de manifestações e das Forças Amadas. Desde então, o presidente interino, Abdelkader Bensalah, e o chefe do estado-maior, general Ahmed Gaíd Salah, verdadeiro caudilho do país, opõem-se aos manifestantes sobre a transição política.

Após a anulação da eleição presidencial de julho por falta de candidatos, o poder interino convocou um diálogo, mas os manifestantes seguem nas ruas pedindo instituições independentes para a transição.

Neste sábado, os manifestantes reivindicaram que o período de transição seja supervisionado “por uma personalidade nacional ou uma instância presidencial consensual”.

Suas propostas permitirão “a aceleração da transição democrática fluída em conformidade com um processo eleitoral que concretize a ruptura com os sistemas de tirania e corrupção”, segundo o mapa do caminho, ao qual a AFP teve acesso.