Internacional

Sobrou para a Argentina

Principal parceiro comercial do Brasil na região, e o quarto destino das exportações no mundo, os hermanos viram alvo da nova política do ministro Paulo Guedes no comércio exterior.

Crédito: Istock

Como em um melancólico tango de Carlos Gardel, a Argentina vive hoje um autêntico drama comercial com seu principal parceiro econômico, o Brasil. A proposta do ministro da Economia, Paulo Guedes, de reduzir a Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul e avançar com a agenda de abertura comercial disparou o alarme no país vizinho, que alega o descumprimento das regras do jogo e pede, informalmente, começar a negociar isso a partir do ano que vem. O governo brasileiro propõe reduzir a tarifa em 10% imediatamente e em outros 10% no fim do ano.

O choro dos argentinos não vai, provavelmente, mudar a posição de Guedes. Para o economista e cientista político Luciano Severo, professor da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), o impasse entre os dois países gera um dos piores momentos do Mercosul em suas três décadas de existência. Com grande contaminação política, nenhuma das partes enxerga mais a importância do bloco, apesar da significativa corrente comercial.

Para Welber Barral, economista do Banco Ouroinvest e ex-secretário Nacional de Comércio Exterior, como a Argentina está na presidência do Mercosul, mas pode avançar no segundo semestre, quando o Brasil assume. “É possível que se avance tanto no corte de tarifas como na flexibilização para negociação de acordos comerciais”. Exemplo disso é o pedido do Uruguai para membros do bloco negociarem individualmente acordos com outros países.

E para não dizer que só o presidente do Brasil fala besteira, o líder da Argentna, Alberto Fernández fez um comentário xenofóbico sobre o Brasil. “Escreveu uma vez Octavio Paz que os mexicanos descendem dos índios, os brasileiros saíram da selva, mas nós, argentinos, chegamos nos barcos. Eram barcos que vinham da Europa”, disse em evento na Casa Rosada.



EMPRESÁRIOS EM ALERTA Nessa troca farpas, os empresários ficam em alerta. Ciro Marino, presidente executivo da Abiquim, por exemplo, defende o diálogo amplo e que o corte na taxa se dê apenas se houver “clara, completa e comprovada redução do custo Brasil”. Em janeiro e fevereiro deste ano o setor acumulou déficit de US$ 5,4 bilhões na balança comercial, com avanço de 13% nas importações e baixa de 3,7% nas exportações. A queda foi puxada pela Argentina.

Na prática, a briga entre Brasil e Argentina é uma disputa de desesperados. Segundo o relatório Competitividade Brasil 2019-2020, da CNI, Brasil e Argentina estão por último no ranking de competitividade geral entre 18 economias selecionadas.

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