Economia

“Só a sociedade civil brigando por políticas públicas vai transformar o Brasil”, diz Sônia Hess

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Sônia Hess: “Não somos de esquerda nem direita. Nosso partido é o Brasil” (Crédito: Divulgação)

A ex-presidente da Dudalina, Sônia Hess, foi a convidada da live da IstoÉ Dinheiro, nesta quinta-feira (10). Na conversa, ela falou sobre o empreendedorismo e empoderamento feminino, analisou o cenário da geração de emprego e renda no pós-pandemia e decifrou o trabalho do Grupo Mulheres do Brasil, um movimento suprapartidário criado pela empresária Luiza Trajano (Magazine Luíza), do qual ela é vice-presidente. A organização reúne hoje mais de 70 mil mulheres no País, em 113 núcleos no Brasil e no exterior. “Não somos de esquerda nem direita. Nosso partido é o Brasil”, afirma.

A entidade dirigida também por Sônia Hess tem como propósito transformar o Brasil numa nação mais justa e igualitária. Em seus quadros, o grupo conta com CEOs, artistas e líderes comunitárias. Elas têm como objetivo estimular a participação feminina na construção de uma sociedade melhor. Na entrevista, Sônia detalha a origem, a construção e o trabalho da organização que beneficiou e ainda contempla centenas de brasileiras e as famílias, por conexão. A empresária relata na conversa os incentivos às empreendedoras impactadas pela crise econômica provocada pela covid-19. “Só a sociedade civil brigando por políticas públicas vai transformar o Brasil.”

Sônia, que há sete anos foi eleita pela revista Forbes a sexta mulher de negócios mais poderosa do Brasil, conta na conversa os bastidores, a realidade das mulheres carentes que fazem parte do “Fundo Dona de Mim” – uma ideia dela que visa prover microcréditos às mulheres empreendedoras que, em sua fase piloto, lançada em junho, beneficiou 485 delas, com créditos de R$ 2 mil.

Durante a entrevista, ela anunciou uma nova fase do programa que contemplará mil mulheres com recursos destinados pelo banco BTG Pactual. “O pobre não quer esmola, ele quer oportunidade. O acesso ao crédito para mulheres em situação de vulnerabilidade é muito difícil”, diz.

A empresária faz parte de diversos conselhos de entidades ligadas ao Terceiro Setor e diz na live que essa “militância” é “um sonho de poder ajudar o próximo.”

Sônia conta sobre a sua emocionante trajetória de sucesso e de dificuldades (e de sua família), agora imortalizada nas páginas do livro “Estrelas fritas com açúcar”, escrita por Letícia Wierzchowski, a premiada autora de “A Casa das Sete Mulheres”.

Ainda na conversa, ela revela a mais nova campanha que o grupo Mulheres do Brasil começa a desenvolver a partir de hoje (10), a “Vacina, já”. Uma luta urgente pelo direito das pessoas terem o direito de se vacinarem contra o covid-19.

Em meio aos embates políticos de proporções absurdas, descabíveis e sinistras que dominam a questão da imunização da população contra o coronavírus, ela dispara: “Vamos parar de politizar a vacina. Uma briga que não faz bem para ninguém”, alerta.

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