Negócios

Show da estética na bolsa

A rede de clínicas Espaçolaser, que tem Xuxa Meneghel como sócia, capta R$ 2,3 bilhões na abertura de capital e acelera planos de expansão.

Crédito: Cauê Diniz

Com menos de 20 anos de atuação no mercado de estética do País, a Espaçolaser se tornou a primeira rede de depilação a laser a entrar na bolsa de valores brasileira (B3) com uma captação de respeito: R$ 2,3 bilhões. A companhia, que conta com a apresentadoraXuxa Meneghel e o empresário José Carlos Semenzato como sócios, atingiu o marco após um baque intenso sofrido durante a pandemia. Com as unidades fechadas de março a setembro, quando voltaram a funcionar em sua totalidade, a Espaçolaser registrou prejuízo de R$ 65,6 milhões nos nove primeiros meses de 2020 em relação ao lucro líquido de R$ 85,8 milhões registrados no mesmo período do ano anterior. Esses resultados, segundo Paulo Morais, cofundador e CEO da rede, devem ser convertidos com o retorno da normalidade do serviço. “O setor de estética tende a ser o último a entrar na crise e o primeiro a reagir”, afirmou. “Nesses momentos, as pessoas cortam custos, mas mantêm o investimento na estética e na autoestima”.

Essa expectativa positiva da rede de depilação a laser também é pautada na capacidade de crescimento do setor. Segundo a companhia, 69 milhões de pessoas no Brasil são adeptas a alguma forma de depilação, mas a escolha pelo laser não chega a 5%. O País é apontado, por pesquisa de 2019 do Euromonitor Internacional, como o quarto maior mercado de beleza e cuidados pessoais do mundo, ficando atrás de Estados Unidos, China e Japão, respectivamente.

Caminhando para a expansão, a companhia, que possui 20% de market share e se intitula como líder mundial em depilação a laser, passou de um faturamento de R$ 49 milhões em 2014 para R$ 952 milhões no acumulado de janeiro a setembro de 2020 (último balanço divulgado). Com a oferta primária, dos R$ 1,2 bilhão captados, 20,8% serão utilizados para financiar a expansão territorial por meio da aquisição de franqueados. Atualmente, a rede conta com 554 unidades no Brasil, entre próprias e franquias, seis unidades na Argentina e uma unidade na Colômbia. Os outros 79,2% captados serão destinados à negociação com cerca de 80 sócios majoritários, que antes detinham 49% de participação na companhia, incorporando todas as 231 unidades a uma rede 100% própria. “Passamos a contar com uma estrutura completamente consolidada, com gestão e operação próprias”, disse Morais.

2.3 bilhões captação da espaçolaser na bolsa de valores brasileira. A primeira companhia do setor a abrir capital.



Na visão de Ygor Moura, cofundador responsável pela ideia inicial do negócio e pela compra da primeira máquina em 2002 no valor de R$ 180 mil, a expansão da companhia deve acontecer também para espaços próprios localizados fora de shoppings, que hoje representam 70% da localização das unidades. Além disso, ele aponta o sucesso de estratégia da rede em atingir novos públicos. “Fizemos com que o serviço coubesse no bolso da população por meio do parcelamento em até 18 vezes e, com isso, conseguimos alcançar até o público D”, afirmou Moura. “Atualmente, as classes B e C representam 88% do nosso público”. Outra aposta é no público masculino, que representava 2% da base da companhia há cinco anos e atualmente representa 9% dos consumidores.

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