Servidores públicos de mais de 50 categorias realizam, desde a manhã desta terça-feira (18), uma paralisação por aumento de salários. 

Liderados pelo Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), pelo Fórum das Entidades nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe) e pelas centrais sindicais, trabalhadores também realizaram um ato na frente do prédio do Banco Central de manhã, com cerca de 250 presentes, e, na parte da tarde, vão até o ministério da economia.

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Ainda não há balanço sobre a parcela dos servidores que aderiram à paralisação, mas a expectativa do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) é de que mais de 50% dos servidores do órgão devem aderir a paralisação.

E a briga toda teve início quando o presidente Jair Bolsonaro (PL) garantiu aumento somente para os profissionais de segurança pública, categoria em que deve ter amplo apoio para a sua reeleição. As demais categorias ficaram descontentes com essa decisão e reivindicam aumento de 19,99%, que corresponde a perda inflacionária entre 2019 a 2021. 

O ato acontece às vésperas da aprovação do orçamento para 2022, que reservou R$1.7 bilhão para aumentos para policiais federais, policiais rodoviários federais e agentes penitenciários. O governo afirma que ainda não bateu o martelo sobre o tema. Bolsonaro tem até a próxima sexta (22) para aprovar ou não o texto.  

De acordo com os Fóruns, servidores do banco Central, da Receita Federal, Itamaraty e de agências reguladoras participam dos atos. As categorias também reivindicam uma reunião com o Ministro da Economia Paulo Guedes.    

O presidente do Fonacate Rudinei Marques declarou que, além da pauta salarial, os servidores vão denunciar interferência do governo Bolsonaro em órgãos como o Ibama, o ICMBio, no Inpe e na Polícia federal no que ele chamou de “ingerência governamental sem precedentes na história do país” 

“Estamos indo às ruas para dizer que não vamos aceitar esse tratamento indigno que o governo Bolsonaro tem dispensado ao serviço público“, disse. Ele também lembrou de uma fala do ministro Paulo Guedes, em 2020, que a suspensão do aumento dos servidores era uma “granada” que o governo teria colocado “no bolso do inimigo”.