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Serviço postal dos EUA suspende reformas acusadas de dificultar voto por correio

O serviço postal dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (18) que adiará para depois das eleições presidenciais de novembro uma série de reformas que poderiam atrasar as entregas e colocariam em risco o voto pelo correio.

O presidente Donald Trump, que trava uma batalha difícil pela reeleição, rejeita o financiamento emergencial para o Serviço Postal (USPS) e questionou a legitimidade da votação de longa distância na eleição de 3 de novembro, quando muitos americanos deverão votar pelo correio para minimizar os riscos de contágio pela COVID-19.

“Existem algumas iniciativas operacionais de longa data, esforços anteriores à minha chegada aos Serviço Postal, que foram vistas como áreas de preocupação enquanto o país se prepara para uma eleição em meio a uma pandemia devastadora”, disse nesta terça-feira o CEO do USPS, Louis DeJoy, em comunicado.

“Para evitar até mesmo a aparência de qualquer impacto no correio eleitoral, suspendo essas iniciativas até o final da eleição”, anunciou.

O correio dos EUA está em déficit desde 2008 e DeJoy havia lançado grandes reformas desde sua chegada à instituição em junho deste ano.

Essas mudanças desacelerariam a distribuição de correspondências, levantando preocupações sobre problemas de votação à distância nas eleições presidenciais.

“O serviço postal está pronto para lidar com a correspondência eleitoral que receberá no outono [boreal], seja qual for o seu volume”, disse DeJoy nesta terça-feira.

“Vamos entregar a correspondência eleitoral dentro dos prazos estabelecidos. Os americanos devem saber que é nossa prioridade até o dia das eleições”, prometeu.

– A oposição de Trump –

As declarações de DeJoy foram feitas depois que o USPS alertou as autoridades locais no final de julho que não conseguiria levar todas as cédulas aos eleitores.

Esse anúncio levou preocupações aos eleitores e à oposição democrata, que atribuiu o cronograma de reforma do USPS a uma manobra de Trump.

O presidente republicano critica há meses o voto por correspondência, usado há muito tempo nos Estados Unidos.

Segundo Trump, o voto por correio pode provocar “a maior fraude eleitoral da história”, afirmação para a qual não apresentou provas.

Nesta terça-feira, ele alimentou o confronto com os democratas – que estão pressionando por fundos adicionais para que os serviços postais possam processar milhões de cédulas – afirmando que a votação remota seria um “desastre”.

“Isso vai acabar com uma eleição fraudada ou eles nunca sairão com o resultado e terão que repeti-la e ninguém quer isso”, alertou o presidente.

Os democratas acreditam que o presidente se opõe ao voto pelo correio porque acredita que isso beneficiará seu rival, Joe Biden, ao reduzir a abstenção usual entre os eleitores minoritários e de classe popular, que tendem a preferir os democratas.

DeJoy garantiu que o horário de funcionamento dos correios será mantido e que as caixas de correio que o USPS começou a retirar das ruas permanecerão no local.

As horas extras suprimidas, a medida que ocasionou os atrasos nas entregas, poderão ser retomada caso necessário.

– Reformas pós-eleitorais –

DeJoy acredita, porém, que a empresa precisa de “grandes reformas após as eleições”.

O CEO disse que seu objetivo é “trazer mudanças para garantir o sucesso e a sustentabilidade” do serviço público.

“É bom que reconheçam os problemas que causaram, mas queremos a anulação definitiva de todas as políticas nefastas de DeJoy”, reagiu o líder da oposição democrata no Senado, Chuck Schumer, no Twitter nesta terça-feira.

A expectativa é que a Casa Branca e os parlamentares democratas incluam uma ajuda aos correios no plano de apoio econômico que negociam sem sucesso há semanas.

O USPS provavelmente receberá uma ajuda de 10 bilhões de dólares, disse o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, à CNBC na terça-feira.

Em julho, o governo concedeu à empresa um empréstimo no mesmo valor. A presidente da Câmara dos Deputados, a democrata Nancy Pelosi, pediu aos parlamentares que reduzissem as férias de agosto para votar com urgência a ajuda à empresa pública.

DeJoy deve testemunhar perante os dois comitês da Câmara e do Senado nesta semana e na próxima para tratar do assunto.

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