Dinheiro em foco

Sérgio All, fundador do Conta Black

Crédito: Nego Júnior

Quem é e o que faz: Empresário, 46 anos. Fundador de agência de publicidade. Criador da fintech Conta Black. (Crédito: Nego Júnior)

O que é a Conta Black?
A Conta Black é uma conta corrente 100% digital e oferece serviços básicos para pessoas físicas e para empresas. Com isso, empresários da base da pirâmide, pretos e periféricos, podem ter cidadania financeira. Oferecemos número de agência e de conta corrente, assim como a capacidade de gerar boletos e de processarem transações com cartões. Agora estamos nos tornando um hub para a distribuição de serviços financeiros.

Por que abrir um banco?
Começou como um desabafo. Eu era proprietário de uma agência de publicidade que iniciei do zero, com pouco mais de 20 anos. Começou como uma agência digital, depois se transformou em uma agência completa. Eu empregava pessoas, tinha clientes. Mas quando fui com meu sócio a um banco pedir um empréstimo, meu crédito foi negado. Eu fiquei tão irritado que disse “vou abrir meu próprio banco.”

E seu sócio?
Ele disse para eu me acalmar (risos). Mas essa ideia não me saiu da cabeça. Então, a partir de 2008 eu comecei a fazer contatos com pessoas do mercado financeiro. Foi um processo longo, e só em 2017 chegamos ao formato do que é hoje a Conta Black. Somos uma fintech que, legalmente, é uma instituição de pagamentos. Podemos oferecer serviços bancários. A meta é superar uma enorme dificuldade do pequeno empresário, que começa sua jornada empreendedora sem ter acesso aos bancos.

Como tem sido o crescimento?
No começo, usei meu próprio dinheiro. Mandei prensar 5 mil cartões, desenvolvemos um protótipo e começamos a fazer a divulgação nas redes sociais. Conseguimos 200 contas a princípio. Atualmente, temos cerca de 18 mil clientes. No início tínhamos só contas para pessoas físicas, mas percebemos que muitos dos clientes abriam a conta para movimentar o dinheiro da empresa, e criamos a conta PJ. Nosso cliente é o pequeno empreendedor.

Por que esse público-alvo?
Eu pensei na minha trajetória. Nasci na periferia de São Paulo. O bairro chama-se Valo Velho, fica perto do Capão Redondo. Não tive condições de ter uma educação formal, comecei a trabalhar cedo. Quando resolvi empreender, ainda com 19 anos, percebi que eu tinha uma dificuldade enorme para ter acesso a serviços financeiros para a minha empresa. Vi essa dificuldade e percebi uma oportunidade.

O RENDIMENTO DOS ETFS

O desempenho dos dez Exchange Traded Funds (ETF) negociados na B3 privilegiou aqueles que seguem índices internacionais. Os maiores rendimentos nos 12 meses até meados de julho foram dos dois que acompanham o indicador americano S&P 500. Isso ocorreu tanto devido à apreciação do dólar em relação ao real quanto ao bom desempenho do S&P 500, que subiu 32,9% no período. Já os piores desempenhos vieram dos ETFs que seguem índices setoriais, como o índice de dividendos (IDIV) e o índice de empresas financeira (IFNC).

EM BAIXA
5%

Foi a queda no consumo de carne bovina no Brasil no ano passado, recuando para 36 kg por pessoa. Foi o quarto ano seguido de queda e é o menor nível desde 2008, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). A razão é que a carne está mais cara devido ao aumento dos custos e da exportação, pois o Brasil é atualmente o maior exportador da commodity do mundo. Os preços do produto subiram 16,2% em 2020, ante uma alta de 4,52% do IPCA.

EM ALTA
9,1% 

Foi a alta no consumo de ovos pelos brasileiros e 7,1% foi a expansão da carne de frango, devido à troca da carne bovina por proteínas mais baratas. Em 2020, o consumo de ovos foi de 251 unidades por pessoa, e o consumo de frango foi de 45 kg, segundo a Associação Brasileira da Proteína Animal (ABPA). O consumo de carne suína ficou estável em 15 kg por habitante. Os preços dessas proteínas subiram com
o aumento da demanda. O frango teve alta de 17,1% em 2020, o ovo de galinha 11,4% e a carne suína subiu 29,5%.