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Separatistas escoceses pedem votos para ‘fugir do Brexit’

Separatistas escoceses pedem votos para ‘fugir do Brexit’

Nicola Sturgeon, primera-ministra da Escócia e líder do movimento pela independência do país, inicia nova camapnha eleitoral em Edimburgo, em 8 de novembro de 2019 - AFP/Arquivos

“Você quer fugir do Brexit? Vote no SNP nas eleições legislativas britânicas em 12 de dezembro”, disse sexta-feira (8) Nicola Sturgeon, líder dos separatistas escoceses, que quer aproveitar as eleições para tirar votos dos conservadores no poder e levar à frente a luta pela independência do país.

“Se você está farto do caos que vê (no Parlamento) em Westminster noite após noite na televisão, vote no SNP para escapar do Brexit”, disse Nicola Sturgeon, primeira-ministra escocesa, no início da campanha. de seu partido em Edimburgo.

Entre os escoceses, 62% dos votos foram contra o Brexit no referendo de 2016, e Sturgeon se recusa a deixar a Escócia “ser retirada da União Europeia contra sua vontade”.

A dirigente espera conquistar os assentos dos conservadores, aproveitando a renúncia no final de agosto da principal líder do grupo na Escócia, Ruth Davidson, que é pró-União Europeia e forte opositora do primeiro-ministro Boris Johnson por conta da saída do bloco continental.

Atualmente, o SNP tem 35 das 650 cadeiras de Westminster e é considerado como a segunda força da oposição, atrás do Partido Trabalhista.

A independência da Escócia está “ao alcance das mãos”, declarou a premier diante de milhares de simpatizantes que se concentraram em Glasgow nesta sexta para exigir um novo referendo sobre este assunto.

A possibilidade de uma Escócia independente “está ao alcance das mãos”, insistiu Nicola, pedindo aos eleitores que votem em seu partido. Ela quer organizar um referendo sobre a independência em 2020, sob o argumento de que o Brexit mudou o cenário desde o referendo anterior, em 2014, quando 55% dos escoceses votaram contra a sua saída do Reino Unido.

Downing Street se opõe a uma nova consulta popular, por considerar que os escoceses já foram consultados, há cinco anos, e que se trataria de “um acontecimento único, organizado uma vez por geração”.