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Senadores dos EUA pedem que Unicef proteja menores cubanos detidos após protestos

Senadores dos EUA pedem que Unicef proteja menores cubanos detidos após protestos

Foto de arquivo de 11 de julho de 2021 em Havana, durante as manifestações históricas que abalaram Cuba - AFP/Arquivos

Senadores dos Estados Unidos pediram à diretora da agência da ONU para a infância, o Unicef, que proteja 45 adolescentes detidos em Cuba por participarem das manifestações de julho do ano passado, segundo uma carta publicada nesta sexta-feira (21).

“Instamos que priorize a proteção de pelo menos 45 menores cubanos arbitrariamente presos e processados pelo regime cubano por sua participação nos protestos históricos de julho de 2021. Urgimos que exija sua libertação imediata”, disseram.



A carta se dirige à diretora do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Catherine Russell, ex-assessora do presidente americano, Joe Biden, nomeada para o cargo em dezembro.

O pedido bipartidário é promovido pelo republicano Marco Rubio e assinado por seu correligionário Bill Cassidy e pelos democratas Bob Menéndez, presidente do Comitê de Relações Exteriores do Senado, e Ben Cardin.

Os senadores indicaram que, segundo a ONG independente Justicia 11J, o governo cubano prendeu 45 jovens entre 14 e 17 anos por supostos “crimes” durante as manifestações. Destes, 14 permanecem detidos à espera de julgamento.

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“O regime cubano é prolífico no uso da detenção arbitrária como ferramenta de repressão”, afirmaram.

“Acreditamos que a situação em Cuba merece toda a atenção e condenação da comunidade internacional”, acrescentaram os legisladores, pedindo ao Unicef que “interceda por esses menores e suas famílias, que simplesmente buscam justiça e respeito pelos direitos humanos fundamentais”.


Os protestos de 11 e 12 de julho em cerca de 50 cidades cubanas, sob gritos de “pátria e vida”, “estamos com fome” e “liberdade”, deixaram um morto, dezenas de feridos e 1.377 presos, dos quais mais de 720 continuam detidos, de acordo com a organização de direitos humanos Cubalex, que tem sede em Miami.

Havana disse que as manifestações faziam parte de uma estratégia de mudança de regime apoiada pela mídia digital anticubana e financiada por Washington.