Giro

Senadores da CPI da Covid acreditam ter elementos para indiciar Bolsonaro

Crédito: REUTERS/Adriano Machado - 14/07/2021

Senador Renan Calheiros, relator da CPI da Covid (Crédito: REUTERS/Adriano Machado - 14/07/2021 )

(Reuters) – Senadores que integram a CPI da Covid acreditam que a comissão já reúne elementos suficientes para pedir o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro por seu papel durante a pandemia, e citaram entre os possíveis crimes o exercício ilegal da medicina e causar epidemia.

Lira suspende votação de destaques de MP trabalhista; entra reforma política

“Eu defendo que sim que o presidente da República seja indiciado por crime de curandeirismo, por propor soluções mágicas de doenças que não têm tratamento, o que é uma forma de exercício ilegal da medicina”, disse o senador Humberto Costa (PT-PE), de acordo com a Agência Senado.

A CPI tem o poder de pedir ao Ministério Público o indiciamento de pessoas que tenham sido consideradas responsáveis pelos fatos investigados. Os pedidos de indiciamentos serão anunciados por ocasião do relatório final da comissão.



O relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), disse que “provavelmente” Bolsonaro será enquadrado em algum crime, e ressaltou que a decisão final será tomada pela CPI como um todo em votação.

“Queremos um desfecho absolutamente verdadeiro, dentro dos limites da Constituição e da legislação brasileira” afirmou Renan, segundo a agência, acrescentando que o relatório ainda não tem data para ser apresentado, mas que está se esforçando para antecipar a entrega do documento.

Vice-presidente do colegiado, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou que, em sua opinião, Bolsonaro poderia ser enquadrado por homicídio qualificado e por “causar epidemia, mediante a propagação de germes patogênicos”, conforme previsto no Código Penal.

Bolsonaro é apontado por senadores da CPI como responsável por contribuir para o elevado número de mortes por Covid-19 no Brasil por sua postura contra o uso de máscaras e o distanciamento social, ao mesmo tempo em que defende o uso de medicamentos sem eficácia contra a doença e se colocou inicialmente contra as vacinas.

O Brasil tem o segundo maior número de mortes por Covid no mundo, com mais de 565 mil óbitos causados pela doença.

(Redação Rio de Janeiro)

tagreuters.com2021binary_LYNXMPEH7A1BL-BASEIMAGE

Veja também
+ Como podcasts podem ajudar na educação financeira do brasileiro
+ Mistério: mulher descobre que não é a mãe biológica de seus próprios filhos
+ Truque para espremer limões vira mania nas redes sociais
+ Chef playmate cria receita afrodisíaca para o Dia do Orgasmo
+ Mercedes-Benz Sprinter ganha versão motorhome
+ Anorexia, um transtorno alimentar que pode levar à morte
+ Agência dos EUA alerta: nunca lave carne de frango crua
+ Yasmin Brunet quebra o silêncio
+ Tubarão é capturado no MA com restos de jovens desaparecidos no estômago
+ Veja quanto custa comer nos restaurantes dos jurados do MasterChef
+ Leilão de carros e motos tem desde Kombi a Nissan Frontier 0km