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Senado dos EUA confirma Antony Blinken como secretário de Estado

Senado dos EUA confirma Antony Blinken como secretário de Estado

Futuro secretário de Estado americano Antony Blinken, em 19 de janeiro de 2021 - POOL/AFP/Arquivos

O Senado dos Estados Unidos confirmou nesta terça-feira (26) a nomeação de Antony Blinken como chefe da diplomacia, seis dias após a chegada do democrata Joe Biden à Casa Branca.

O novo secretário de Estado obteve 78 votos a favor e 22 contra, uma maioria muito mais confortável do que seus antecessores republicanos Rex Tillerson e Mike Pompeo (confirmados com 56 e 57 votos favoráveis respectivamente).

Com o Senado dividido 50-50 entre republicanos e democratas, Blinken conseguiu o apoio de muitos senadores da oposição.

O líder dos senadores republicanos no Comitê de Assuntos Exteriores, Jim Risch, destacou antes da votação sua discordância sobre o retorno dos Estados Unidos ao acordo nuclear iraniano, desejado por Biden e Blinken.



Além desta questão espinhosa, “nos muitos assuntos que discutimos, houve poucas diferenças, ou nenhuma, entre nós em vários deles”, reconheceu Risch, que votou a favor de “Tony” Blinken.

“Precisamos de um secretário de Estado. Ele é a pessoa adequada”, disse.

O líder da maioria democrata no Senado, Chuck Schumer, também disse que Blinken é “a pessoa adequada para reforçar as prerrogativas dos Estados Unidos no cenário mundial”.

“Durante quatro anos, Donald Trump enfraqueceu nossas alianças, encorajou nossos adversários e manchou a reputação dos Estados Unidos no exterior. Devemos reafirmar nosso apego à OTAN e a outras alianças em todo o mundo”, declarou.

Em sua audiência de confirmação diante dos senadores na semana passada, Blinken prometeu “revitalizar” as alianças que, segundo ele, o ex-presidente republicano abusou, e levar os Estados Unidos “para a liderança” após o unilateralismo e a desconexão da diplomacia trumpista.

Blinken também obteve a aprovação de muitos republicanos quando admitiu que Trump “teve razão ao adotar uma postura mais forte contra a China”.

Questionado na audiência sobre a situação na Venezuela, Blinken chamou o presidente Nicolás Maduro de “ditador brutal”, e disse que apoiava continuar reconhecendo o líder opositor Juan Guaidó como autoridade legítima do país sul-americano.

Entre os aspectos “a considerar” da política com Caracas, ele apontou “uma cooperação de coordenação mais forte com países afins” e uma abordagem “mais efetiva” para as sanções, “para que os facilitadores do regime realmente sintam a dor” das medidas punitivas americanas.

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