BRASÍLIA (Reuters) – O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, sem mencionar explicitamente o general e ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, que teve um procedimento administrativo arquivado pelo Comando do Exército, que ninguém interfere nas decisões das Forças Armadas sobre punições a seus integrantes.

O presidente abordou o assunto logo no início de sua tradicional live, e afirmou que o código disciplinar da corporação é “bastante rígido”.

“A punição existe nas Forças Armadas, ninguém interfere. A decisão aço é do chefe imediato dele (do militar), ou do comandante da unidade”, afirmou o presidente.

Bolsonaro relatou situações em que ele ficou sujeito a punição do Exército, como quando foi responsável por publicação na revista Veja em que ele reclamava do salário dos militares.

Mais cedo, o Comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, informou por meio de nota do Exército que decidiu arquivar o procedimento administrativo contra Pazuello. A presença do ex-ministro da Saúde e general da ativa em ato político no Rio de Janeiro no fim de maio não configurou prática de transgressão disciplinar, na avaliação do Exército.

Na terça-feira, Bolsonaro nomeou Pazuello secretário de Estudos Estratégicos da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, meses após substituí-lo como ministro da Saúde durante uma onda mortal da Covid-19 no Brasil.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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