Edição nº 1113 22.03 Ver ediçõs anteriores

Entrevista

Janguiê Diniz, presidente do conselho de administração do Ser Educacional

Sem investimento em educação, a corrupção não vai acabar

Sem investimento em educação, a corrupção não vai acabar

Fundador do grupo que fatura mais de R$ 1 bilhão por ano, com 170 mil alunos, Janguiê Diniz quer liderar a transformação no ensino com o apoio do novo governo

Felipe Mendes
Edição 04/01/2019 - nº 1102

Janeiro é mês de férias para os 170 mil alunos do grupo Ser Educacional — mas não para seu fundador, o empresário Janguiê Diniz. Nas próximas semanas, ele irá pedir um tempo nas partidas de vôlei de praia, um de seus hobbies, para se encontrar com a equipe do presidente Jair Bolsonaro (PSL), a quem levará uma proposta transformadora para o Financiamento Estudantil (Fies). O programa do governo, que chegou a firmar 733 mil contratos em 2014, encolhe gradativamente desde 2015. Em 2018, apenas 80,3 mil alunos conseguiram o financiamento. “O Fies, da forma como é hoje, vai acabar”, diz Janguiê Diniz. “Tem que haver uma reformulação geral do programa.” Ele vê com bons olhos o governo de Bolsonaro e acredita que, na economia, o “pior já passou”.

Nascido em Santana dos Garrotes, sertão da Paraíba, o empresário, escritor, mestre e doutor em Direito, teve de trabalhar desde cedo. Aos oito anos, era engraxate. Dos dez aos 14, foi caixeiro-viajante, balconista em lojas de roupas, garçom e office-boy. Em 1983, foi aprovado no vestibular para Direito da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Ainda no quarto ano do curso, ele montou uma empresa de cobrança, iniciando uma trajetória de empreendedorismo que o acabaria levando à criação do Ser Educacional. O grupo congrega hoje 45 universidades e irá implementar mais 30 nos próximos dois anos. “A educação transforma vidas, histórias e destinos. E transformou a minha”, diz ele.

DINHEIRO – O CNE (Conselho Nacional de Educação) aprovou a liberação de 20% da carga horária do ensino médio diurno e de 30% do ensino médio noturno para educação a distância (EAD). Com a eleição de Jair Bolsonaro, a tendência é que outros projetos do tipo sejam aprovados, já que uma das propostas do novo presidente é implementar o ensino a distância a partir do nível fundamental. Qual sua opinião?

DINIZ – Precisamos pensar o EAD como uma realidade não apenas para a educação superior, onde isso já é factível. Nós já temos 22% dos alunos do ensino superior cursando a distância. E esse número deve dobrar até o fim de 2024, quando chegaremos a 50% no País inteiro. Temos que transportar isso para o ensino básico. Usar o apoio da tecnologia é essencial para desenvolver qualquer segmento. Isso é uma tendência mundial. Se pensarmos que cirurgias já podem ser realizadas por grandes profissionais da medicina por meio de conferências por vídeos, fica fácil entender que o papel do EAD é essencial no acesso à educação. Crianças que moram em cidades longínquas, que levam horas para chegar a escola, teriam mais oportunidades com o ensino a distância. Essas crianças já chegam às escolas cansadas devido às longas jornadas de traslado. Esse, inclusive, é um dos fatores que explicam o baixo índice de aprendizagem. Sou plenamente favorável ao ensino a distância em qualquer nível da educação, seja no básico, no superior ou na pós-graduação.

DINHEIRO – Mas como implementar o EAD para o ensino público num país onde apenas metade da população (54%) tem acesso à internet em casa? Além disso, a banda larga no Brasil é de baixa qualidade e as zonas de cobertura estão concentradas nas grandes metrópoles.

DINIZ – Assim como tantos outros setores do País, é preciso investimentos para que a internet seja acessível a todos. Entretanto, não podemos fechar os olhos para os avanços tecnológicos e de infraestrutura que já tivemos. A cada ano, temos mais pessoas com acesso à internet e aos computadores. É possível pensar em programas de inclusão tecnológica que permitam elevar esse número, investir em equipamentos para escolas e bibliotecas públicas. Hoje, 22% do ensino superior já é realizado a distância. Se o ensino superior pode, por que o básico não?

“Combater a corrupção é a principal alternativa para que o dinheiro chegue ao seu destino correto”Segundo último relatório da OCDE, o Brasil investe 5,5% do PIB em educação, mais que países como EUA (5,4%) e Alemanha (4%)

DINHEIRO – O Brasil tem um sério problema de evasão escolar: 41,5% dos jovens de até 19 anos não concluem o Ensino Médio. Muitos desistem para ajudar nas despesas de casa e passam a trabalhar em idade precoce. Como reter esse aluno na escola?

DINIZ – Existem inúmeros motivos que fazem os alunos abandonar a escola. Com a crise econômica que o Brasil vive, trabalhar para ajudar nas despesas de casa é uma delas. Entretanto, há outros problemas no ambiente escolar. A desmotivação do aluno é um dos mais preocupantes. É um fato rotineiro detectado por profissionais de todas as áreas da educação e em diferentes níveis de ensino.

DINHEIRO – Qual é o papel do professor nisso?

DINIZ – O papel do professor também é estar atento a isso. É fundamental compreender o que vem a ser a motivação do aluno e como isso se constrói. Determinados alunos apresentam grande dificuldade em interagir com certas atividades, outros apresentam resistência total a adquirir conhecimentos, se isolando dos demais colegas e se negando a participar das atividades propostas. O que também existe é a desmotivação do próprio professor, por conta da falta de infraestrutura e de reconhecimento.

DINHEIRO – O professor é desvalorizado no Brasil atualmente?

DINIZ – É lamentável dizer que sim, principalmente no ensino básico. É preciso garantir melhores condições de trabalho aos professores, com infraestrutura, bons salários e capacitação. O professor é, de longe, a profissão mais importante que existe, visto que sem ele não haveria nenhuma outra. Por conta da desvalorização desses profissionais, as grandes cabeças não querem mais ensinar.

DINHEIRO – Ensino em tempo integral poderia ser a solução?

DINIZ – É uma das soluções, mas existem inúmeras outras alternativas que passam pela melhoria da infraestrutura, implantação da meritocracia para professores e gestores, melhoria dos salários e informatização das escolas. A escola integral é uma alternativa desde que bem executada. Não adianta falarmos em aumentar os investimentos em educação se o valor destinado não for bem utilizado. Somos um dos poucos países no mundo que investe 5,5% do PIB em educação, o problema é que esse valor não chega ao seu fim por conta da corrupção. E sem investimento em educação, a corrupção não vai acabar. Um dos livros que eu escrevi se chama “Falta de Educação Gera Corrupção”. Nele eu mostro que é cientificamente comprovado que quanto menor o índice educacional de um país, maior é a taxa de corrupção. Ou seja, combater a corrupção é a principal alternativa para que o dinheiro chegue ao seu destino correto.

DINHEIRO – O movimento Escola sem Partido luta contra a “doutrinação ideológica” no ensino, mas ele em si é um movimento político e também ideológico. Como você vê isso?

DINIZ – Esse debate sobre o Escola sem Partido não é novo. Acho que esse movimento deveria ter outro nome. Particularmente, sou a favor da liberdade de expressão de alunos e professores, desde que seja feita com respeito, ética e moral. Acredito que o ambiente escolar é também um espaço para troca de ideias e opiniões. O professor deve ter o direito de expor a sua opinião em sala de aula, mas também tem a responsabilidade de ouvir os alunos, que podem concordar ou não com seu ponto de vista. O debate produtivo engrandece o ensino e estimula a democracia.

DINHEIRO – A Coreia do Sul é um grande exemplo de transformação de um país por meio do investimento em educação. Hoje, o cargo de professor é um dos mais importantes na sociedade sul-coreana. O Brasil pode fazer algo parecido?

DINIZ – A Coreia do Sul é geralmente lembrada como exemplo de país cujo sistema educacional deu certo. Há cinco décadas, eles tinham um problema tão grave quanto o do Brasil e, além disso, passavam por uma sangrenta guerra civil. Mas conseguiram se destacar ao longo dos anos, o que aconteceu por diversos motivos. Primeiro, eles tornaram todo o ensino básico obrigatório. Dados apontam que 97% dos jovens concluem o ensino médio por lá. Eles também diminuíram radicalmente a corrupção e valorizaram os docentes com a implantação de meritocracia. Melhoraram a infraestrutura das escolas com ferramentas tecnológicas educacionais. Tudo isso fez com que a Coreia do Sul desse um salto enorme. Hoje, a cada dez alunos que se formam no ensino básico do país, nove chegam ao ensino superior. No Brasil, apenas 1,7 de cada dez alunos chega ao ensino superior. E é incrível pensar que a Coreia do Sul atingiu esses índices com a mesma porcentagem do PIB que o Brasil destina a educação: 5%. A grande diferença é que na Coreia do Sul o sistema priorizou a educação primária. Só quando os índices desta chegaram ao topo, o governo passou a destinar recursos para o segundo e terceiro graus. Hoje, os valores gastos com o ensino básico sul-coreano somam quase três vezes o brasileiro: são US$ 9,3 mil por aluno ao ano contra US$ 3,8 mil no Brasil, de acordo com dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Nós precisamos nos modelar nos países de sucesso para conseguir resolver os problemas no Brasil.

“É muito mais barato financiar vagas nas instituições particulares via bolsas, como o Prouni, ou o Fies”Em 2018, o Ministério da Educação ofereceu 100 mil vagas do Fies. Apenas 83 mil foram preenchidas

DINHEIRO – Em 2018, as ações das empresas de educação listadas na Bolsa tiveram perdas significativas. O Ser Educacional, por exemplo, perdeu metade de seu capital na Bolsa. O que explica isso?

DINIZ – Existem inúmeros motivos para as movimentações da Bolsa. Alguns deles são a crise econômica e o alto índice de desemprego. Sem emprego, as pessoas não conseguem estudar. Em 2018, podemos falar sobre a falta de confiança dos investidores na economia brasileira devido às incertezas políticas. Por conta disso, os investidores tiraram dinheiro do Brasil, o que acabou derrubando as ações. A crise do Fies também afetou. Mas estamos esperançosos que em 2019 as ações vão melhorar por conta do combate à crise econômica, da regularização da questão política, da diminuição da corrupção e da melhoria da crise jurídica. Estou muito esperançoso com o novo governo.

DINHEIRO – Há uma onda de fusões e aquisições no mercado de educação. O Ser Educacional esteve próximo de fechar negócio com a Estácio. Até que ponto esse movimento é saudável?

DINIZ – Eu acho que a consolidação de qualquer setor é muito saudável. Isso não quer dizer diminuição da qualidade, muito pelo contrário. Os grandes grupos cada vez mais têm implementado soluções tecnológicas modernas. O Ser Educacional está fazendo uma grande revolução tecnológica digital que vai nos ajudar a melhorar a qualidade da educação de nossos alunos. Os grandes grupos têm ajudado e muito a melhorar a educação do Brasil.

DINHEIRO – Que tipo de inovação o grupo está desenvolvendo?

DINIZ – Criamos a Overdrives, que é um grande centro de inovação dentro do grupo. Cada unidade do Ser aqui em Recife (PE) terá o seu centro de criatividade, onde alunos, professores e colaboradores poderão trazer ideias para que possamos impactar a vida dos alunos e da sociedade. Vamos investir em startups. A Accenture está há mais de um ano implantando toda a transformação digital do Ser Educacional. A partir de 2019, deixaremos de ser uma empresa educacional transmissora de conhecimento e nos tornaremos uma empresa de tecnologia digital transmissora de conhecimento. Nós queremos, com isso, mudar o modo de ensinar e de aprendizagem dos nossos alunos pelo País.

DINHEIRO – Em 2015, o programa de financiamento estudantil do governo começou a ruir, afastando milhares de estudantes das universidades brasileiras. Qual é a importância do Fies para a educação brasileira?

DINIZ – O Fies promove inclusão educacional e, como consequência, a melhoria socioeconômica da população. É dever do Estado prover educação ao seu povo. Qualquer país do mundo só sai de um estágio de subdesenvolvimento para desenvolvimento através da educação, desde a básica até a superior. E é muito mais barato financiar vagas nas instituições particulares via bolsas como o Prouni ou financiamento como o Fies. Em 2018, o MEC só ofereceu 100 mil vagas do Fies. Apenas 83 mil foram preenchidas. Isso acontece por conta de diversas questões: rigidez, burocracia, e renda mínima alta demais para participar do programa. Com as mudanças das regras, aliadas ao período de recessão que o Brasil tem enfrentado, o número de vagas ociosas tem sido muito alto. Isso levou à decadência do Fies, um programa de suma importância para a inclusão educacional no nível superior.

DINHEIRO – E o que pode ser feito para que esse quadro seja revertido?

DINIZ – É preciso haver uma reformulação geral da educação. O Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular, do qual eu sou presidente, enviará ao governo de Jair Bolsonaro uma sugestão de reformulação do programa para que haja a participação de três atores: governo, das próprias instituições e dos alunos. A função do governo será ampliar e flexibilizar as regras. As instituições superiores privadas serão encarregadas de oferecer descontos, que serão abatidos nas mensalidades dos alunos. E os candidatos terão de se comprometer a pagar um percentual do valor financiado a cada mês. Um percentual pequeno, mas que vai ser importante para que o próprio sistema seja retroalimentado. Nós iremos levar essas sugestões para o governo de Jair Bolsonaro ainda em janeiro.


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