Economia

Sem auxílio emergencial, nível do desemprego pode ser ainda maior

Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil

A extensão da pandemia e o fechamento do comércio afetaram em dobro os trabalhadores informais (Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil)

Um estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV) mostrou que a pandemia do coronavírus teve um efeito mais pesado entre os trabalhadores informais do que entre os formais. A perda de ocupação entre aqueles que não possuíam registro em carteira de trabalho foi mais do que o dobro, indicando que, com o fim da transferência de renda através do Auxílio Emergencial, a taxa de desemprego fique maior.



A taxa de desemprego era de 12,9% até maio, segundo dados do IBGE, frente os 11,6% registrados até fevereiro, quando a pandemia ainda não havia chegado oficialmente ao Brasil. Como muitas pessoas estão recebendo o auxílio de R$ 600, além do seguro-desemprego em alguns casos, e ainda não começaram a procurar emprego, essa taxa de desocupação atual pode não refletir o dado real.

São pelo menos 65,2 milhões de pessoas recebendo o auxílio emergencial neste momento, segundo a Caixa Econômica Federal.

+ Boa Vista: 77% dos que solicitaram auxílio emergencial receberam o benefício
+ Pedidos de seguro-desemprego somam 653.160 em junho (-32% em relação a maio)
+ Ipea: Emprego deve se recuperar só após retorno da atividade econômica

Por isso, o estudo do Ibre-FGV utilizou uma metodologia do Banco Central que permite mensalizar a Pnad Contínua. Esse levantamento apontou que a população ocupada somava 83,4 milhões de pessoas em maio, ante 93,5 milhões no mesmo mês do ano passado. A queda, portanto, foi de 10,7%, recorde na série histórica iniciada em 2012.



Entre os informais, a taxa de desocupação foi de 15,1% em maio, enquanto entre os formais o recuo foi de 6,7%.

Em números reais, o montante de informais que estavam trabalhando saiu de 44,9 milhões em maio de 2019, para 38,1 milhões em maio de 2020. Foram 6,8 milhões de trabalhadores a menos.

Já os formais saíram de 48,7 milhões ocupados em 2019, para 45,4 milhões em 2020, uma queda de 3,3 milhões de ocupações.

Os pesquisadores acreditam que a extensão da pandemia, que está longe de acabar, e o insucesso do governo em promover alternativas reais além do auxílio emergencial são os fatores que podem ampliar ainda mais o problema do emprego no Brasil.

Entre os setores com trabalhadores informais mais afetados pelo isolamento social foram o de serviços – que concentra 70% de todo o emprego gerado no Brasil e a taxa de informalidade chegava a 44% no ano passado – com uma queda de 10,7% da população ocupada em maio deste ano.

O setor da construção civil também sofre com a pandemia. Com uma taxa de informalidade de 73% em 2019, o setor registrou queda de 15,7% na população ocupada em maio. A indústria em geral teve queda de 11,9%.


Veja também
+ Horóscopo: confira a previsão de hoje para seu signo
+ Vídeo: Motorista deixa carro Tesla no piloto automático e dorme em rodovia de SP
+ Vale-alimentação: entenda o que muda com novas regras para benefício
+ Veja quais foram os carros mais roubados em SP em 2021
+ Expedição identifica lula gigante responsável por naufrágio de navio em 2011
+ Tudo o que você precisa saber antes de comprar uma panela elétrica
+ Descoberto na Armênia aqueduto mais oriental do Império Romano
+ Agência dos EUA alerta: nunca lave carne de frango crua
+ Passageira agride e arranca dois dentes de aeromoça
+ Gel de babosa na bebida: veja os benefícios
+ Truque para espremer limões vira mania nas redes sociais
+ Lago Superior: a melhor onda de água doce do mundo?