Seguros impulsionam lucro do Bradesco acima da expectativa. Santander desagrada

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O setor de seguros do Bradesco teve resultado de R$ 3,7 bilhões no segundo trimestre, crescimento de 135%. No Santander, embora o lucro líquido tenha ficado em R$ 3,9 bilhões, desagradou analistas (Crédito: Divulgação)



O segmento de seguros do Bradesco (BBDC4) foi o grande destaque do resultado do 2º trimestre apresentado pela companhia, afirmaram analistas da XP e Genial Investimentos em relatórios enviados ao mercado nesta sexta-feira (5).

“O setor de seguros teve um resultado de R$ 3,7 bilhões, crescimento de 135%. Esse número positivo implicou em um ROAE saudável de 18% no segundo trimestre”, disseram Renan Miranda e Matheus Guimarães, que assinam o relatório da XP.

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Com isso, os especialistas afirmaram que o lucro do banco veio acima da expectativa, visto que eles esperavam uma cifra de R$ 6 bilhões, ante os R$ 7,04 bilhões apresentado pela instituição financeira.




Os analistas disseram também que o banco continua apresentando “um crescimento robusto da carteira de crédito”, mas que isso gerou um aumento de 52,4% nas provisões por causa de um temor de inadimplência.

Essa preocupação também foi levantada pelos analistas da Genial Investimentos. Eduardo Nisho e Bruno Bandiera alertaram que isso pode ser um problema para o banco nos próximos trimestres, principalmente porque o banco é o mais exposto entre os pares a pessoa física. “Possivelmente, a inadimplência do Bradesco deve continuar subindo nos próximos trimestres, chegando ao pico no último trimestre de 2022”, disseram Bandiera e Nisho.

Outro ponto é que os analistas não gostaram do desempenho da margem financeira (NII). Para a Genial, a queda de 4% na comparação trimestral foi nada interessante para a empresa. Segundo Nisho e Bandiera, o número sofreu por causa de perdas de R$ 587 milhões na margem com mercado.


“Olhando a dinâmica de resultados, seguimos preferindo o Itaú ao Bradesco, principalmente pela dinâmica mais favorável de receita”, afirmaram os analistas. No entanto, eles disseram que ainda enxergam que a ação do Bradesco está barata, principalmente em relação ao Valuation do ativo.

Por isso, a Genial manteve a recomendação com compra com preço-alvo de R$ 21,40, alta de R$ 17% na comparação com o fechamento de quinta-feira (4). Já a XP é um pouco mais conservadora e tem uma recomendação neutra com preço-alvo 22, avanço de 20,3%.

SANTANDER
Já o Santander (SANB11) divulgou seu resultado na semana passada. O banco não conseguiu agradar os analistas, embora alguns ainda recomendem comprar a ação.

Para os especialistas da Ativa Investimentos, Sergio Berruezo e Pedro Dietrich, o Santander apresentou um resultado ruim no segundo trimestre. Embora o lucro líquido tenha ficado em R$ 3,9 bilhões, levemente acima da expectativa. O crescimento de 26% das provisões, na comparação trimestral, não agradou os analistas.

“Esse aumento demonstra a necessidade que a empresa tinha em se proteger mais no cenário atual, focando mais em manter bons níveis de cobertura (+9,4 p.p.) em contrapartida do crescimento da margem líquida”, disseram Berruezo e Dietrich.

Mas nem tudo foi ruim, para os especialistas, o índice de inadimplência manteve-se estável na comparação com o trimestre anterior. “Ponto positivo para a empresa, que frente a um cenário macroeconômico mais desafiador conseguiu manter o índice abaixo dos níveis pré-pandemia, demonstrando os efeitos de seu movimento por melhor qualidade do crédito”, afirmaram os analistas.

Sendo assim, eles mantiveram a recomendação neutra para o ativo com preço-alvo de R$ 35, crescimento de 22% na comparação com o fechamento de quinta-feira (4). Outras casas de análise também mantiveram a recomendação neutra para o papel após o resultado.

A Ágora Investimentos é uma delas, os analistas estimam um preço-alvo de R$ 31,80, alta de 10,9%. Já o BB Investimentos rebaixou a recomendação de compra para neutra com preço-alvo de R$ 43, avanço de 49,9%.







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