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Seguir muita gente no Instagram pode ser culpa da genética

Crédito: Reprodução/Pexels

Pesquisa estabelece as bases para futuras pesquisas que analisem a relação entre os fatores genéticos e ambientais que afetam a sociabilidade de uma pessoa (Crédito: Reprodução/Pexels)

Estudo publicado na última quarta-feira (22) na revista científica Heliyon revela que pessoas com certa mutação genética associada ao hormônio ocitocina tendem a seguir mais perfis no Instagram.

De acordo com o site de notícias médicas Medical News Today, a pesquisa estabelece as bases para futuras investigações que analisem a relação entre os fatores genéticos e ambientais que afetam a sociabilidade de uma pessoa, particularmente em relação às redes sociais.

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Para quem não sabe, a ocitocina é um hormônio que desempenha um importante papel na reprodução humana e pode influenciar o comportamento.



Algumas evidências sugerem que variações no gene OXTR, que codifica os receptores de ocitocina, também podem influenciar nas relações sociais humanas, revela o site especializado.

Instagram x Ocitocina

No estudo recém-publicado, os pesquisadores analisaram a relação entre as variantes do gene OXTR e o apego e o comportamento de jovens adultos no Instagram.

Como explica o Medical News Today, “apego” se refere às emoções e atitudes de um indivíduo em relacionamentos íntimos, por exemplo, o medo da rejeição e o desejo de relação íntima.

Os autores queriam entender como as alterações no OXTR e o apego podem influenciar o comportamento online.

“Considerando o papel central que as redes sociais como o Instagram desempenham em nossas vidas diárias, realizamos um estudo multidisciplinar para explorar os mecanismos que regem as interações online”, comenta o pesquisador Gianluca Esposito, da Universidade de Trento, na Itália, em entrevista ao site especializado.

Os cientistas recrutaram 57 voluntários (41 mulheres e 16 homens) na Universidade Tecnológica de Nanyang, em Cingapura. Todos tinham 30 anos ou menos e não apresentavam histórico de distúrbios neurológicos, psiquiátricos ou genéticos.

É importante ressaltar que todos possuíam conta no Instagram e o DNA deles foi analisado pelos pesquisadores.

Os participantes deviam preencher um questionário para determinar o estilo de apego de cada um em relação às pessoas com as quais possuíam algum relacionamento próximo.

No estudo, um software foi usado para analisar a conta do Instagram de cada voluntário, levando em conta o número de postagens, quantas pessoas eram seguidas e quantas os seguiram.

Fator genético x Redes sociais

Segundo o Medical News Today, os pesquisadores descobriram que os participantes com a variante rs53576 e genótipo AA no gene OXTR seguiam mais pessoas no Instagram em comparação com os demais, independentemente do tipo de apego.

No entanto, não foi encontrada relação clara entre a mutação no gene dos receptores de ocitocina e o apego. Também não houve ligação entre as variantes do OXTR, apego e sociabilidade na rede social.

“O estudo revela associações potenciais entre o comportamento do Instagram, predisposições genéticas e ansiedade ou medo em relacionamentos íntimos. Por exemplo, o número de contas que uma pessoa segue no Instagram pode estar ligado a partes específicas do gene do receptor de ocitocina. Os resultados atestam a contribuição significativa dos componentes ambientais e genéticos ao examinar o comportamento humano nas mídias sociais”, afirma Gianluca Esposito ao Medical News Today.

É preciso salientar que a pesquisa possui limitações. Além do pequeno número de participantes, todos possuem o mesmo contexto social e há proporção desigual entre os sexos.

Além disso, foi medida apenas uma rede social e os próprios voluntários preenchiam os questionários, abrindo espaço para respostas desonestas ou mal interpretadas.

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