Economia

Scholz assume como chanceler alemão e encerra era Merkel

Crédito: REUTERS/Fabrizio Bensch

Olaf Scholz presta juramento como novo chanceler da Alemanha no Parlamento em Berlim (Crédito: REUTERS/Fabrizio Bensch)

Por Michael Nienaber



BERLIM (Reuters) – Parlamentares elegeram Olaf Scholz, do Partido Social Democrata da Alemanha (SPD), como chanceler nesta quarta-feira, encerrando 16 anos de governo conservador sob o comando de Angela Merkel e abrindo caminho para um governo de coalizão pró-europeu que promete fortalecer o investimento verde.

Scholz, de 63 anos, que serviu como vice-chanceler e ministro das Finanças na coalizão com Merkel, obteve uma maioria clara de 395 votos dos membros da câmara baixa do Parlamento, disse a presidente da casa, Baerbel Bas.

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Usando uma máscara preta, Scholz acenou ao ser aplaudido de pé pelos parlamentares e recebeu buquês de flores e uma cesta de maçãs dos líderes dos grupos parlamentares.

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Atendo-se aos procedimentos democráticos entronizados na Lei Básica alemã, Scholz foi nomeado formalmente pelo presidente Frank-Walter Steinmeier no Palácio Bellevue e depois voltou ao Parlamento para fazer o juramento do cargo diante dos parlamentares.

De tarde, Merkel entregará a chancelaria oficialmente ao novo líder do país, que enfrenta uma quarta onda brutal de infecções de coronavírus e desafios de governos autoritários à ordem democrática.

Com sua postura realista e pragmática, Scholz se posiciona como sucessor natural de Merkel e um pulso firme para conduzir a Alemanha em meio a desafios como enfrentar a crise do clima e lidar com uma Rússia mais agressiva e uma China cada vez mais assertiva.

Scholz liderará uma coalizão governista tríplice inédita em nível federal com os Verdes ambientalistas e pró-gastos e o Partido Liberal Democrata (FDP) fiscalmente mais conservador, parceiros políticos improváveis no passado.

Ele é um negociador experiente e um político veterano que, como secretário-geral do SPD de 2002 a 2004, defendeu reformas polêmicas do mercado de trabalho e cortes de benefícios sociais sob a liderança do então chanceler Gerhard Schroeder.

Como ministro do Trabalho entre 2007 e 2009, período da primeira coalizão de Merkel, Scholz pressionou por um esquema de empregos temporários generoso que ajudou a proteger milhões de empregados das consequências da crise financeira global.

Depois de ser prefeito de Hamburgo, cidade portuária do norte, entre 2011 e 2018, Scholz voltou a Berlim como ministro das Finanças de Merkel, papel no qual descartou a meta de orçamentos equilibrados e permitiu novos empréstimos recordes para blindar empresas e funcionários do impacto da pandemia de coronavírus.

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