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Saúde pretende contratar campanha contra fake news, apesar de Bolsonaro

Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil

Em outubro do ano passado, Bolsonaro afirmou, em entrevista a uma emissora de rádio, que não tomaria a vacina contra a Covid-19 (Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil)

O Ministério da Saúde deu início a um processo de licitação que visa encontrar quatro agências publicitárias que deverão fazer campanhas contra as fake news na área da saúde. A verba total destinada ao contrato é de R$ 215 milhões. O valor será dividido entre as agências escolhidas.

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As campanhas do Ministério da Saúde podem bater de frente com o líder do Poder Executivo, Jair Bolsonaro, já que, por vezes, o presidente demonstrou, por suas falas, ser “antivacina”.

Em outubro do ano passado, Bolsonaro afirmou, em entrevista a uma emissora de rádio, que não tomaria a vacina contra a Covid-19, porque sua imunidade estava “lá em cima”. Antes disso, o presidente já havia dito que seria o último a se vacinar no Brasil.

Em agosto de 2020, quando as vacinas ainda estavam sendo testadas, Bolsonaro questionou a eficácia dos imunizantes, além de, em certo ponto da pandemia, ter sido contra o uso de máscaras e o distanciamento social.

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Mais recentemente, Bolsonaro mostrou-se indignado com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), após a agência ter anunciado a aprovação do uso da vacina da Pfizer em crianças de 5 a 11 anos.

A ideia do Ministério da Saúde, com o processo de licitação que escolherá agências de publicidade, além de combater as fake news, é informar à população em relação às doenças e a importância da imunização para a saúde individual e coletiva, reforçando o valor das campanhas de vacinação.