Ciência

Sanofi amplia colaboração com Translate Bio por vacina contra a COVID

Sanofi amplia colaboração com Translate Bio por vacina contra a COVID

O presidente francês Emmanuel Macron durante visita à fábrica da Sanofi Pasteur em Marcy-l'Etoile, perto de Lyon, em 16 de junho de 2020 - POOL/AFP

O laboratório francês Sanofi anunciou nesta terça-feira que ampliará a colaboração com a americana Translate Bio, uma empresa de biotecnologia com cotação no índice Nasdaq, com a qual está trabalhando em uma vacina contra a COVID-19.

“Sob os termos do acordo ampliado, a Translate Bio receberá um pagamento total antecipado de 425 milhões de dólares, incluindo 300 milhões de dólares em espécie e um investimento de capital privado de 125 milhões de dólares em forma de ações ordinárias avaliadas em 25,59 dólares por título”, afirma Sanofi em um comunicado.

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“Vemos uma grande promessa na tecnologia e na experiência da Translate Bio e acreditamos que a inclusão da plataforma de RNAm a nossa capacidade de desenvolvimento de vacinas nos ajudará a avançar na prevenção das doenças infecciosas, atuais e futuras”, disse o vice-presidente da Sanofi Pasteur, Thomas Triomphe.

O RNA mensageiro (RNAm) leva o código genético do DNA às células.

A Sanofi, uma das principais produtoras de vacinas do mundo, está trabalhando em duas vacinas contra a COVID-19, que podem estar prontas em 2021.

Uma, desenvolvida em parceria com o grupo britânico GSK, utiliza a tecnologia de DNA recombinante, já utilizada para uma vacina contra a gripe. Os testes clínicos estão previstos para setembro e a vacina poderia estar disponível no primeiro semestre de 2021, um pouco antes do anunciado inicialmente pela Sanofi.

O grupo francês afirma que tem a capacidade de produzir até um bilhão de doses por ano.

Com a Translate Bio, a Sanofi trabalha em uma vacina baseada na tecnologia do RNA mensageiro. A empresa pretende iniciar um estudo clínico no fim do ano e, caso os dados sejam positivos, obter a aprovação no segundo semestre do próximo ano para uma capacidade de produção de entre 90 e 360 milhões de doses por anos.

Outros laboratórios já começaram os testes clínicos, incluindo a empresa americana de biotecnologia Moderna.

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