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Saiba quais são os principais relatos do explosivo livro de Bolton sobre Trump

Crédito: AFP/Arquivos

O ex-assessor de Segurança Nacional dos EUA John Bolton, atrás do presidente Donald Trump durante uma reunião de gabinete (Crédito: AFP/Arquivos)

O explosivo livro do ex-assessor de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton, que ainda não foi lançado, mas teve trechos divulgados nesta quarta-feira (17), retrata um Donald Trump ignorante dos fatos geopolíticos básicos e que baseava sua tomada de decisões com o único objetivo de pavimentar uma reeleição.

A Casa Branca está tentando impedir o lançamento do livro, mas a mídia norte-americana obteve cópias antecipadas e começou a publicar detalhes dele. A BBC reuniu algumas passagens desta obra que tem tudo para tirar o sono do presidente dos EUA.

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Reeleição e a ajuda da China 

Segundo o ex-assessor, Trump destacou “a capacidade econômica da China de afetar as campanhas em andamento, implorando ao líder chinês, Xi Jinping, para garantir que ganhasse” as eleições de 3 de novembro.

Na conversa, Trump destacou a importância dos agricultores dos EUA e de “como um aumento nas compras chinesas de soja e trigo” pode afetar o resultado da eleição.

A reunião entre os dois aconteceu no G20 do ano passado, no Japão.

Apoio aos campos de internação

Bolton diz que Trump apoiou a política de internamento da China aos uigures e minorias étnicas, condenada pela comunidade internacional. Existe uma estimativa de que pelo menos 1 milhão de pessoas estão presas nesses campos em Xinjiang.

Ditadores e suas relações 

O líder chinês não é o único chefe autoritário ao qual Bolton acusa o presidente de manter relações próximas. Trump estava disposto a intervir em investigações criminais “para, de fato, dar favores pessoais aos ditadores que ele gostava”, escreveu Bolton.

De acordo com o livro, Trump ofereceu ajuda ao presidente turco Recep Tayyip Erdogan em 2018 em uma investigação dos EUA sobre uma empresa turca por possíveis violações das sanções iranianas.

Bolton argumenta que o presidente dos EUA concordou em “cuidar das coisas” e que os promotores envolvidos eram “pessoas de [Barack] Obama”, o ex-presidente dos EUA.

Democratas e o impeachment

No livro, Bolton apoia as alegações dos Democratas de que o presidente Trump queria reter ajuda militar à Ucrânia para pressionar seu governo a investigar seu rival Joe Biden. A alegação desencadeou esforços de impeachment contra Trump.

No entanto, Bolton critica os democratas em seu livro, dizendo que eles cometeram “má prática de impeachment”, concentrando-se apenas na Ucrânia. Ele argumenta que, se tivessem ampliado a investigação, mais americanos teriam sido convencidos de que o presidente Trump havia cometido os “crimes e delitos graves” necessários para serem removidos do cargo.

Sem conhecimento geopolítico

Segundo BBC, com base no livro, a Grã-Bretanha foi o terceiro país depois dos EUA e da União Soviética a testar um dispositivo atômico, em 1952. Mas o fato de o Reino Unido fazer parte do pequeno clube de estados com armas nucleares parece ter sido uma novidade para Trump.

Uma passagem conta sobre uma reunião de 2018 com a primeira-ministra britânica Theresa May, na qual um oficial se referiu à Grã-Bretanha como uma energia nuclear. Dizem que Trump respondeu: “Você é uma potência nuclear?”. A observação, disse Bolton, “não era uma piada”.

Bolton também relata que antes de uma reunião com o presidente russo Vladimir Putin, na capital finlandesa Helsinque, ele teria perguntado se a Finlândia era “uma espécie de satélite da Rússia”.

Dor de cabeça: Venezuela

Uma das principais dores de cabeça da política externa para o governo Trump foi a Venezuela. Em discussões sobre o assunto, o presidente disse que seria “legal” (do ponto de vista da lei) invadir a Venezuela e que a nação sul-americana era “realmente parte dos Estados Unidos”.

Bolton escreve, segundo a BBC, que em um telefonema de maio de 2019, o presidente russo, Vladimir Putin, realizou uma “exibição brilhante de propaganda no estilo soviético”, comparando o líder da oposição venezuelana Juan Guaidó à candidata presidencial democrata em 2016, Hillary Clinton, que “convenceu amplamente Trump”.

O objetivo de Putin era defender seu aliado, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Em 2018, Trump rotulou Maduro de ditador e impôs sanções, mas ele permaneceu no poder.

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