Internacional

Sai ou não sai?

O Parlamento britânico tenta adiar mais uma vez o desfecho do Brexit — e o primeiro-ministro, Boris Johnson, pode ter uma agenda oculta

Crédito: Ho / Various Sources / AFP

BLEFE? Johnson no Parlamento: pelo no deal (Crédito: Ho / Various Sources / AFP)

Após três tentativas falhas de sua antecesora Theresa May, o atual primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, fez o que dizia não fazer e elaborou um novo texto para a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), juntamente com o bloco. No sábado 19, o Parlamento britânico se reuniu e não aprovou a proposta. De vilão que lutava pela saída dura, Johnson se tornou herói. O Parlamento, no entanto, suspeita das motivações de Johnson, temendo que ele tenha segundas intenções.



Para começar, Johnson não alterou a data de saída do Reino Unido, prevista para 31 de outubro. Esse foi o principal motivo para parlamentares recusarem o texto do primeiro-ministro, pois haveria pouco tempo para escrutinar tudo que a nova lei acarretaria.

Recusando a proposta, os legisladores forçaram Johnson a voltar à UE e pedir um adiamento para o Brexit até 31 de janeiro de 2020. Johnson então mandou duas cartas ao Conselho Europeu. Uma, sem assinar, pedindo o adiamento, e outra, “a de verdade”, pedindo que os europeus não deem mais tempo para os britânicos. Isso foi visto como a prova de que Johnson quer mesmo o no deal. Esse é o maior temor de economistas, pois significa que toda compra, troca e negócio entre Reino Unido e o bloco serão rompidos de modo abrupto.

A decisão está nas mãos da UE, que aceitou elaborar um novo texto para evitar a imagem de causadora do no deal — que também lhe prejudicaria economicamente. Assim, espera-se que ela adie a data, contrariando Johnson. Mesmo se postergado o acordo, o premiê tem cartas na manga. Deve convocar nova eleição para este ano, onde o cenário mais provável é a reeleição e mais assentos no Parlamento para o partido Conservador. Essa seria uma forma de realizar o Brexit com mais facilidade.

A oposição, encabeçada pelo Partido Trabalhista, também traça um plano. “Os trabalhistas não querem eleição, pois seu líder, James Corbyn, não é carismático e o partido deve perder para os conservadores de novo”, afirma Catherine Barnard, professora de direito da universidade Cambridge. “O que eles devem tentar é um novo referendo.” O partido sempre foi contra a saída do Reino Unido da UE – algo que teve coro na votação de sábado quando milhares de manifestantes anti-Brexit se reuniram ao redor do Parlamento. Querendo utilizar dessa possível mudança nas urnas, o Brexit não aconteceria. Mas após três anos de indecisões e polarização, reverter o Brexit não será fácil.

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