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Saiba mais sobre o caso ucraniano que pode levar Trump ao impeachment

Saiba mais sobre o caso ucraniano que pode levar Trump ao impeachment

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump - AFP

Uma conversa telefônica entre Donald Trump e seu colega ucraniano, Volodimir Zelenski, tornou-se um escândalo de Estado que ameaça o presidente americano de impeachment.

Reveja abaixo as principais datas do caso ucraniano:

– Início de 2019 –

O advogado pessoal de Donald Trump, Rudy Giuliani, evoca, sem provas, acusações de corrupção contra o grupo de gás ucraniano Burisma, onde Hunter Biden, filho do ex-vice-presidente democrata Joe Biden, faz parte do conselho de administração.

Trump ordenou que Giuliani convencesse o novo presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, a anunciar a abertura de investigações anticorrupção, especialmente contra Burisma, enquanto Joe Biden inicia sua corrida com os democratas em direção à Casa Branca.

– 10 de julho –

O embaixador dos EUA na União Europeia, Gordon Sondland, anuncia às autoridades ucranianas que Trump receberá Zelenski na Casa Branca, se Kiev anunciar publicamente uma investigação sobre Biden.

Dois participantes da discussão informaram seus superiores sobre o ocorrido, considerando esta proposta “inadequada”.

– 25 de julho –

Poucos dias depois de ter congelado 400 milhões de dólares em ajuda militar para a Ucrânia, Trump fala ao telefone por 30 minutos com o recém-eleito Zelenski. Pede a ele como um “favor” que Kiev investigue Biden.

Um membro do Conselho de Segurança Nacional, que participa da conversa, relata aos serviços jurídicos do processo a ocorrência de uma conversa “inadequada”.

– 12 de agosto –

Um informante não identificado, membro dos serviços de Inteligência dos EUA, registra uma denúncia interna sobre a ligação Trump-Zelenski, a qual descreve como uma questão de “consideração urgente”.

A denúncia é bloqueada pelo diretor de Inteligência dos Estados Unidos, Joseph Maguire, depois de se consultar com a Casa Branca e com o Departamento de Justiça. O inspetor-geral de Inteligência, Michael Atkinson, decide, porém, informar o Congresso da existência deste denunciante.

– 28 de agosto –

A imprensa revela o congelamento da ajuda militar à Ucrânia, e os diplomatas ficam preocupados com a pressão da Casa Branca sobre Kiev.

O governo Trump autoriza o pagamento da ajuda militar congelada em 11 de setembro.

– 24 de setembro –

A presidente da Câmara de Representantes, a democrata Nancy Pelosi, anuncia a abertura de uma investigação de julgamento político ao presidente por abuso de poder.

Adam Schiff, presidente do Comitê de Inteligência da Câmara, será o responsável por dirigir a investigação. Trump denunciou uma “caça às bruxas”, e a Casa Branca anunciou que publicaria o conteúdo da conversa entre Trump e Zelenski no dia seguinte.

– 25 de setembro –

A Casa Branca publica uma transcrição editada da ligação Trump-Zelenski. O texto confirma o pedido repetido ao líder ucraniano para investigar os Biden e continuar “o assunto” com Rudy Giuliani, advogado pessoal de Trump, e o procurador-geral, Bill Barr.

– 26 de setembro –

O Comitê de Inteligência da Câmara publica a denúncia do informante, que acusa Trump de “usar o poder de seu cargo para solicitar interferência de um país estrangeiro nas eleições de 2020 dos EUA”.

Ele também acusa os advogados da Casa Branca de tentarem “bloquear” o acesso à transcrição da ligação.

– 13 a 21 de novembro –

Depois de ouvir uma dúzia de testemunhas a portas fechadas na Câmara em outubro, a comissão de investigação inicia as audiências públicas.

Goldon Sondland, embaixador dos EUA na União Europeia e aliado de Trump, diz aos congressistas que seguiu as ordens do presidente para buscar um acordo “quid pro quo” (uma coisa por outra) para a Ucrânia investigar os Biden em troca de conseguir uma reunião na Casa Branca.

Ele admite, porém, ter feito sua “própria dedução”, ligando os dois casos, já que o presidente Trump nunca “lhe disse diretamente que a ajuda militar fazia parte do acordo”.

– 3 de dezembro –

O relatório da investigação garante que o Comitê reuniu “evidências esmagadoras” de uma “conduta inadequada” de Donald Trump.

O presidente havia “condicionado um convite à Casa Branca e à ajuda militar na Ucrânia em troca de uma investigação favorável à sua campanha” e “impediu” as investigações dos congressistas ao proibir membros do governo de colaborarem.

– 4 de dezembro –

Encarregado de determinar se as acusações justificam um processo de impeachment do presidente, o Comitê Judiciário da Câmara ouve quatro advogados em audiência pública.

– 10 de dezembro: duas acusações –

Os democratas da Câmara anunciam duas acusações específicas contra Donald Trump no processo de impeachment: abuso de poder e obstrução do Congresso.

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