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Rússia mantém restrições ao Twitter até ao dia 15 de maio

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MP de Bolsonaro impede que sites como o Twitter retirem do ar posts ofensivos ou que infrinjam a democracia (Crédito: Pexels)

A Rússia prolongou para até 15 de maio a redução de velocidade aplicada ao Twitter, informou o regulador russo das comunicações que já chegou a ameaçar bloquear a rede social norte-americana. As restrições do Roscomnadzor, a entidade reguladora russa, são uma resposta à manutenção de conteúdos proibidos na Rússia e que a empresa Twitter se recusa a retirar.

O Roscomnadzor reduziu a velocidade da internet do Twitter para 100% dos celulares e para 50% dos aparelhos fixos. A redução da velocidade do serviço afeta o envio de fotografias e vídeos, mas não as mensagens de texto.

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A medida foi adotada porque a rede social mantinha 3.168 posts com informações proibidas na Rússia, entre as quais 2.569 incitações ao suicídio de menores de idades, 450 com pornografia infantil e 149 sobre o consumo de drogas. As autoridades russas emitiram 28 mil requerimentos oficiais para que os conteúdos fossem retirados.



Uma semana depois do ultimato, o regulador russo chegou a avisar que ia bloquear o serviço da rede social, caso a empresa norte-americana não retirasse os conteúdos proibidos pela legislação da Rússia. No dia 02 de abril, um tribunal de Moscou impôs três multas ao Twitter de 116 mil dólares por não eliminar conteúdos proibidos pela lei.

No comunicado emitido nesta segunda-feira (5), o Roscomnadzor indicou que, além das medidas aplicadas contra a empresa norte-americana, retirou 2.100 posts que faziam parte das 3.168 cuja eliminação é exigida desde 2017.

O Roscomnadzor constatou, pela primeira vez, uma mudança no sistema de moderação usado pelo Twitter em território russo pelo que não vai bloquear totalmente o serviço da rede social, mas vai manter a redução da velocidade do serviço até ao dia 15 de maio.

“Com a medida (redução da velocidade) concede-se à companhia Twitter tempo adicional para retirar da rede social todos os conteúdos para ajustar a atividade à legislação da Federação Russa”, afirma o mesmo documento.

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