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Rússia espera aumento “significativo” da mortalidade por coronavírus em maio

Rússia espera aumento “significativo” da mortalidade por coronavírus em maio

A Rússia é o segundo país mais afetado do mundo em número de casos - AFP

As autoridades russas preveem um “aumento significativo” no número de mortes por coronavírus em maio no país, o segundo mais afetado no mundo em número de infecções.

“Nossas análises e a curva de desenvolvimento da epidemia na Rússia indicam que um aumento significativo nos indicadores de mortalidade será registrado em maio”, disse a vice-primeira-ministra russa Tatiana Golikova em uma reunião virtual do governo nesta sexta-feira.

Comparada à Europa Ocidental e aos Estados Unidos, a mortalidade atribuída diretamente ao coronavírus permanece relativamente baixa na Rússia, com 3.249 vítimas em mais de 326.000 casos detectados.

A Rússia inclui apenas em suas contas oficiais as mortes cuja primeira causa é o coronavírus, após a autópsia, enquanto outros países incluem nessa balança praticamente todas as mortes de pacientes com resultado positivo.

As autoridades russas não divulgaram números sobre o número de mortes entre os casos relacionados à COVID-19.

Críticos a esse tipo de contagem alertam que o saldo real de mortes só aparecerá quando as taxas de mortalidade forem comparadas ano a ano.

Golikova disse que a Rússia segue “as demandas internacionais feitas pela Organização Mundial da Saúde” sobre as causas da morte. “Nunca ocultamos a situação da mortalidade”, afirmou.

Por sua parte, o prefeito de Moscou, Sergei Sobianin, também estimou que o número de mortos será “significativamente maior” em maio do que em abril, defendendo a manutenção do confinamento na capital russa, epicentro da epidemia.

Ele já havia mencionado que esperava ver a morte de pacientes conectados a ventiladores se multiplicar.

– Estabilização –

A Rússia registrou nesta sexta-feira um novo recorde de mortes por coronavírus em um único dia, com 150 vítimas.

O número de novas infecções parece se estabilizar em menos de 9.000 casos detectados diariamente. A situação no maior país do mundo varia de região para região.

A epidemia também causou danos em vários locais estratégicos, como campos de petróleo, minas de ouro e estaleiros.

No entanto, a vice-primeira-ministra considerou que a Rússia, que iniciou um cauteloso desconfinamento em 12 de maio, entrou em “uma fase de estabilização” da epidemia e que seu sistema de saúde “resistiu ao teste” do coronavírus.

Golikova disse que “se alegra” com a desaceleração observada nos últimos dias, embora “ainda haja muito trabalho a ser feito”.

Segundo ela, o crescimento no número de novos casos diminuiu 22,5% em dez dias.

O presidente Vladimir Putin também saudou uma situação que “está se tornando mais estável em todo o país”, embora lamentando que a dinâmica do declínio em novos casos não seja “tão rápida quanto se pode esperar e às vezes até incerta”.

Ele alertou para o possível aparecimento de uma “segunda onda” de infecção em outubro e novembro.

As autoridades explicam a baixa mortalidade na Rússia devido às medidas adotadas desde o início da crise, uma vez que a epidemia afetou o país mais tarde do que em outras partes da Europa, dando tempo para reorganizar seu sistema de saúde, bem como uma política de detecção populacional maciça, que permitiu isolar os casos assintomáticos da COVID-19.

Moscou também está realizando outra campanha de teste em massa para detectar a presença de anticorpos em seus habitantes.

De acordo com os primeiros resultados publicados pela empresa biomédica Invitro na sexta-feira, 14% dos aproximadamente 40.000 moscovitas que realizaram o teste têm anticorpos.

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