Cada vez mais a inteligência artificial substitui o papel humano em grandes aeroportos ao redor do mundo. Se antes o trabalho das máquinas se limitava a vender refrigerantes e sanduíches, agora elas limpam o chão, guiam passageiros perdidos e vigiam os corredores.

Exemplos dessa gradativa predominância podem ser vistos em todos os cantos do mundo, relatou a CNN. No Aeroporto Internacional de Incheon, em Seul, Coréia do Sul, os robôs acompanham os passageiros atrasados ​​ou perdidos até os portões de partida. No Aeroporto LaGuardia, em Nova York, máquinas são equipadas com câmeras e atuam em parceria com seguranças locais. Já em Singapura, eles limpam o chão durante 10 horas ao dia.

Na Coreia do Sul, robôs guiam passageiros perdidos ou atrasados

De acordo com uma pesquisa da empresa de tecnologia de aviação Sita, 32% dos aeroportos no mundo estão buscando parcerias para investimentos em robôs nos próximos três anos.

Em 2016, o Aeroporto de Genebra testou um robô chamado Leo, desenvolvido pela Sita e pela empresa de robótica BlueBotics. Passageiros faziam o check-in lendo seu cartão de embarque na máquina, e então largavam a bagagem em um compartilhamento do robô, que as encaminhava diretamente para o setor de embarque.

Robôs vão substituir os humanos?

Apesar do crescente protagonismo, o diretor da Sita, Gustavo Pina, ressalta que não há motivo para paranóia, já que todo o maquinário precisará do apoio e supervisão de seres humanos.

 

Robôs fazem a limpeza do chão em aeroporto de Singapura

“Nossa pesquisa mostra que os viajantes preferem usar serviços automatizados em vez de interação humana ao completar etapas simples da jornada, seja check-in, entrega de bagagem ou embarque”, explica ele.

“No entanto, quando se tem um problema com sua os processos ou documentação, os viajantes preferem falar com um ser humano.”

Ainda assim, os robôs podem melhorar muito a dinâmica nos aeroportos, possibilitando que os seres humanos “se concentrassem em tarefas complexas, orientadas a serviços – onde o toque pessoal é realmente apreciado”, diz o especialista.