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Risco de morte de mulheres em colisão é 17% maior do que o dos homens

Crédito: Pexels

Manequins usados para testes de veículos retratam o corpo médio de um homem e considera sua posição de dirigir, o que leva a mais riscos para elas (Crédito: Pexels)

As mulheres estão conquistando cada vez mais o mercado de trabalho e, consequentemente, ocupando lugar de destaque no consumo. Mesmo assim, muitos produtos não são desenhados para atender às necessidades delas. É o caso, por exemplo, do setor automotivo.

Exemplo disso são os testes de veículos feitos com dummies, aqueles bonecos utilizados pelas fabricantes para representar o corpo humano. O problema é que esses manequins retratam o corpo médio de um homem e considera sua posição de dirigir, conforme destaca o IG.

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O reflexo disso é que as mulheres, que costumam se envolver em menos acidentes de trânsito do que os homens, têm mais chance de terem ferimentos graves em caso de colisão. De acordo com o IG, citando artigo Gendered Innovations, as chances delas terem ferimentos graves são 47% maiores do que as deles e o risco de morte é 17% maior para elas.

A reportagem destaca que as mulheres costumam ficar mais próximas ao volante por conta da altura média e tamanho dos braços. Além disso, a distância dos pedais é outro empecilho, uma vez que o ângulo dos joelhos e quadril também deixam as moças mais vulneráveis em colisões frontais.

No caso de colisões traseiras, a chance de uma mulher se lesionar também é maior do que um homem. Como elas são mais leves, são projetadas para trás com mais velocidade.

Nos Estados Unidos, existe a obrigatoriedade de testes em bonecos femininos, mas como tem lacuna na norma, normalmente os dummies na versão feminina são usados no banco do passageiro e não ao volante.

Em outras situações, os fabricantes optam por usar um boneco menor para tentar representar o corpo feminino.

A União Europeia, por sua vez, está encaminhando os testes de protótipo de dummies femininos para homologação dos órgãos reguladores.

 


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