Coluna

Risco de investir no Brasil volta ao patamar de 2016

Crédito: Divulgação

A pandemia segue fazendo estragos na economia nacional. Desta vez, os efeitos da crise do coronavírus, que já matou quase 70 mil pessoas no Brasil e infectou mais de 1,7 milhão, foram observados no risco de se investir no País. Entre fevereiro e junho, o índice teve uma assustadora alta de quase 118%, saltando de 178 pontos para 388, segundo o Emerging Markets Bond Index Plus (EMBI+), elaborado pelo JPMorgan. Constantemente confundido com o risco-país, o EMBI+ é uma espécie de termômetro que mede o grau de confiança do investidor estrangeiro em países emergentes. A estimativa atual é de que o EMBI+ Brasil chegue ao fim deste ano com média de 350 pontos, 46% acima dos 241 pontos de 2019. Se essa previsão se confirmar, será o pior desempenho desde 2016, ano do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, quando o índice fechou em 384 pontos.

O coronavírus do presidente

Gabriela Bilo

E a Covid-19 pegou o presidente do Brasil. Mundialmente conhecido por desdenhar da doença e de desrespeitar regras sanitárias de combate ao coronavírus, o mandatário anunciou, na terça-feira (7), que foi infectado. Por se tratar de um presidente que sempre se referiu à pandemia com menosprezo, chamando-a de “gripezinha” e “histeria da mídia”, o fato repercutiu na imprensa de todo o mundo. Nem mesmo contaminado, ele dá sinais de ter aprendido. Continua contra o uso da máscara, insiste na cura por meio de um medicamento que a comunidade científica já afirmou não ter eficácia e, pior, coloca outras vidas em risco. Na própria terça-feira, rompendo o isolamento recomendado pelos médicos, concedeu entrevista a emissoras mais alinhadas com o governo. Na ocasião, tirou a máscara para falar com os jornalistas, motivando a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) a protocolar notícia-crime no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o chefe da Nação. Em nota, a ABI afirmou: “O presidente continua agindo de forma criminosa e pondo em risco a vida de outras pessoas”.

Flores na pandemia

Divulgação

Aparentemente, a crise do coronavírus tem deixado as pessoas mais românticas, carinhosas e atenciosas. Ao menos, é o que indica os números do maior e-commerce de flores do País, a Giuliana Flores, com 320 mil entregas no ano passado. Nos últimos três meses, a empresa tem registrado recorde atrás de recorde nesses tempos de pandemia. Em abril, a alta foi de 100% em relação ao mesmo mês de 2019, com 70 mil vendas. Em maio, com o reforço do Dia das Mães, o crescimento foi ainda mais admirável: 200% (95 mil pedidos). Já em junho, mês em que os casais comemoram o Dia dos Namorados, foram 73 mil encomendas, cerca de 110% acima do mesmo período do ano passado. O desempenho surpreendeu até o dono da empresa. “Para a nossa surpresa, a roda voltou a girar e de maneira ainda mais forte”, diz Clóvis Souza, lembrando que o negócio chegou a ter queda de 70% no início da pandemia. Com a atual alta, ele diz que conseguiu em três meses o que esperava alcançar em quatro anos. “Nossa meta era chegar aos 2,4 mil pedidos diários em 2023, mas já ultrapassamos esse número.” Diante de tudo isso, a estimativa de Souza para este ano é totalizar 680 mil pedidos, alta de 113% em relação a 2019.

Ouro atinge maior nível desde 2011

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Na terça-feira (7), os contratos futuros de ouro fecharam no maior valor desde setembro de 2011, superando a marca dos US$ 1.800 a onça-troy (31,1 gramas). A valorização do metal deve-se aos efeitos da pandemia, sobretudo na nova onda de casos pelo planeta, como nos Estados Unidos e na Índia. Os receios de que a tão esperada recuperação da economia global seja interrompida por um novo ciclo de Covid-19 tem levado investidores a dar preferência à segurança do ouro. Na divisão de metais da New York Mercantile Exchange, a Comex, o metal não para de subir. O preço da onça-troy para agosto encerrou em alta de quase 1%, cotada US$ 1.809,90. “Os traders estão despejando dinheiro em ETFs de ouro negociados em bolsa, devido a preocupações com o coronavírus”, disse o analista Naeem Aslam, da AvaTrade.

Os desvios do fundador da Ricardo Eletro

Marcelo Gonçalves

O empresário Ricardo Nunes foi preso na manhã da quarta-feira (8), em operação articulada em conjunto pela Polícia Civil, Receita Estadual e Ministério Público de Minas Gerais. Fundador da Ricardo Eletro, Nunes é acusado de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. Segundo as autoridades, ele e outros empresários ligados à companhia de varejo são suspeitos de se beneficiar de um esquema que desviou quase R$ 390 milhões em cinco anos. O irmão mais novo de Ricardo, Rodrigo Nunes, e sua filha mais velha, Laura, também foram presos na operação. De acordo com a Superintendência Regional da Fazenda, em Minas Gerais, “a empresa já vem omitindo recolhimento de ICMS há quase uma década. Fiscalizamos há muito tempo e, a partir da decisão do STF de novembro de 2019, em que apropriação indébita é crime, iniciamos a operação”. Há, ainda, a suspeita de ocultação de bens por parte dos empresários.

Socorro ao setor de energia será de R$ 14,8 bilhões

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Depois de muita discussão entre as partes, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou, na segunda-feira (6), que 50 das 53 distribuidoras de eletricidade do Brasil aderiram ao empréstimo negociado pelo governo para socorrer o setor, em virtude da pandemia. O valor total do crédito a ser liberado será de R$ 14,8 bilhões, quase 10% abaixo do que os R$ 16,1 bilhões que haviam sido autorizados pela Aneel. A expectativa das companhias é de que essa verba comece a ser depositada em seus cofres já neste mês, informação ainda não confirmada pelo governo. Batizado de Conta-Covid, o empréstimo tem o propósito de amenizar os prejuízos das elétricas, que, com a crise do coronavírus, têm registrado constante queda nas vendas e aumento na inadimplência. De acordo com especialistas do setor, esse rombo já está na casa dos R$ 9 bilhões. O socorro será bancado por um consórcio de 19 bancos capitaneados pelo BNDES, responsável pelas negociações para arrecadar os quase R$ 15 bilhões.

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