Dinheiro em foco

Ricardo Eleutério da Silva, da Bradesco Asset Management

Crédito: Claudio Gatti

Quem é e o que faz: Gestor de recursos. Superintendente executivo da Bradesco Asset Management. (Crédito: Claudio Gatti )

Por que lançar um fundo de ações chinesas?
A Bradesco Asset Management (Bram) oferece 200 estratégias para os clientes. Temos uma grade de produtos bastante diversificada, e isso ganha importância em um momento em que a taxa de juros mais baixa estimula a diversificação, inclusive em relação à exposição ao exterior. A China é um mercado que chama cada vez mais a atenção do investidor de todo o mundo. Essa nova opção de investimento que criamos chega para tornar ainda mais completo o nosso portfólio, de forma que o cliente possa encontrar mais oportunidades que ele busca. Além disso, a China foi o primeiro país a sair da pandemia e a ter sua economia girando fortemente, com um crescimento superior ao esperado pelo governo.

Como é o novo fundo criado pela Bradesco Asset?
É um “fundo de fundos”, que investe em carteiras que compram ações negociadas nas bolsas de Xangai e Shenzen. Os fundos em que nosso fundo investe são geridos por casas que têm escritórios na China e conhecem bem o mercado local. O fundo tem exposição cambial ao renminbi, a moeda chinesa.

Quais são os parceiros?
São gestores renomados com presença na região asiática, tais como JP Morgan, Aberdeen Standard e Ninety-One.

Quanto é a aplicação inicial?
A estratégia desse FOF visa atingir o investidor mais qualificado no Brasil, mas o acesso é democrático. A aplicação inicial no produto é de R$ 1 mil, com movimentações adicionais de R$ 500, e a taxa de administração é de 0,5% ao ano. Trata-se de um valor baixo para acessar o mercado chinês, abrindo espaço enorme para diversificação por parte do investidor.

O fundo de ações chinesas é o único?
Não, temos três outros fundos novos, que investem em estratégias diversificadas dos países desenvolvidos. Um deles busca aproveitar os momentos de valorização das ações e os demais são mais diversificados.

FORÇA NOS PROVENTOS

Os fundos de ações dedicados a dividendos deverão apresentar um bom desempenho nos próximos meses. Mesmo com toda a crise em 2020 e apesar de ter registrado queda de quase 30% em relação a 2019, os dividendos pagos pelas companhias abertas brasileiras superaram R$ 91 bilhões. Sem contar 2019, que foi um ponto fora da curva, os proventos do ano passado foram os maiores da décadas, apesar da limitação imposta pelo BC aos dividendos pagos pelos bancos. Assim, esperam-se bons números em 2021.

EM ALTA 1,17% 

Foi a alta do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) no segundo decêndio de abril. O porcentual ficou abaixo dos 2,98% registrados no mesmo período de março. A taxa acumulada em 12 meses é de 31,57%. A inflação no atacado, que representa 60% da variação do IGP-M desacelerou para 1,28 % em abril ante 3,72% em março. A desaceleração ocorre em meio à estabilidade dos preços das commodities, com menor pressão do dólar.No varejo, a inflação também desacelerou para 0,65% ante 0,89% em março.

EM BAIXA 16,4% 

Foi a queda do Indicador de Movimento do Comércio em março na comparação dessazonalizada com fevereiro. O indicador acompanha o desempenho das vendas no varejo em todo o Brasil e é calculado pela empresa de informações financeiras Boa Vista. No acumulado em 12 meses até março, o movimento recuou 7,7% frente aos 12 meses anteriores. Na comparação com março de 2020, houve queda de 22,9%. O resultado mostra enfraquecimento das vendas devido à volta das restrições da pandemia.