Negócios

Ricardo Eletro protocola maior plano de recuperação judicial do varejo

Crédito: Divulgação/Ricardo Eletro

Varejista do grupo Máquina de Vendas contabiliza cerca de 20 mil credores que somam uma dívida de apróximadamente R$ 4 bilhões (Crédito: Divulgação/Ricardo Eletro)

A rede de lojas Ricardo Eletro, empresa do grupo Máquina Vendas, protocolou na noite de ontem (13) um plano de recuperação judicial da empresa. Segundo informações do jornal Valor Econômico, essa é a maior recuperação judicial já registrada no varejo. São cerca de 20 mil credores que somam uma dívida no valor de R$ 4 bilhões.

A proposta apresentada prevê o pagamento antecipado de créditos trabalhistas de ex-funcionários, mediante a liberação de bloqueio fiscal. Há uma opção de pagamento para que as dívidas de 3.000 ex-funcionários sejam quitadas tão logo os valores sejam liberados, podendo tal pagamento ser realizado antes mesmo de votação do plano pela assembleia de credores.

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Os outros ex-funcionários, aproximadamente 5.000, também serão beneficiados com esse pagamento acelerado.

Além disso, marcas, parte da operação e eventuais imóveis de titularidade da Máquina de Vendas poderão ser utilizados para acelerar pagamento dos credores com garantia real e quirografários, respeitada a prioridade dos créditos trabalhistas.

Em comunicado, a empresa afirmou que a Ricardo Eletro, assim como grande parte do setor varejista, vem enfrentando os impactos da pandemia de forma avassaladora.

“Desde janeiro deste ano, a companhia passou a enfrentar dificuldades no recebimento de produtos chineses destinados à renovação de estoques, devido à paralisação de fornecedores. Em seguida, houve um estrangulamento de caixa provocado pelas necessárias medidas de distanciamento social também no Brasil”, diz a empresa em nota.

“Esses fatos comprometeram os esforços de reestruturação que a Máquina de Vendas vinha empreendendo. Assim, a alternativa da recuperação judicial mostrou-se a mais viável para a empresa seguir com suas operações normalmente e promover a reorganização administrativa e financeira necessária para superar a situação momentânea de crise e ajustar-se estruturalmente para a nova realidade com varejo, no pós-pandemia”, segundo a nota.

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