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Riad e Abu Dabi se unem a coalizão marítima no Golfo liderada pelos EUA

Riad e Abu Dabi se unem a coalizão marítima no Golfo liderada pelos EUA

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo (D), participa de uma reunião com o príncipe herdeiro de Abu Dabi, Mohamed bin Zayed al-Nahyan, em Abu Dabi, Emirados Árabes Unidos - POOL/AFP

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram nesta quinta-feira que se juntarão à coalizão militar marítima liderada pelos Estados Unidos para proteger a navegação no Golfo, dado o embate com o Irã.

Washington pressionou para criar essa coalizão a fim de garantir o comércio marítimo e a navegação de navios petroleiros, antes da retenção de navios no Estreito de Ormuz, onde circula mais de um quarto da produção mundial de petróleo bruto.

Um alto funcionário do Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos afirmou em comunicado que seu país se juntou à coalizão.

“Uma adesão”, afirmou Salem Mohamed al Zabi, diretor do departamento de cooperação internacional para segurança, “que é produzida em apoio aos esforços regionais e internacionais para conter as ameaças à navegação marítima e ao comércio mundial”.

As autoridades sauditas declararam na véspera que essa coalizão visa a “garantir a segurança das rotas de transporte de energia e o suprimento contínuo da economia mundial”, segundo a agência oficial saudita SPA.

Esses anúncios são feitos após ataques, no último sábado, contra instalações petroleiras sauditas, que provocaram a suspensão de metade da produção de petróleo do governo wahabita, o qual conseguiu restaurá-la parcialmente.

Reivindicados pelos rebeldes huthis (do Iêmen), Washington atribui estes ataques ao Teerã, uma acusação que é rejeitada pelas autoridades iranianas.

Bahrein, outro país do Golfo, já havia se unido à coalizão em agosto.

Além dos Estados Unidos, Reino Unido e Austrália são os principais membros dessa coalizão que concordaram em fornecer navios militares para garantir a segurança da navegação no Golfo.