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Reunião sobre represa no Nilo Azul termina sem avanços

Reunião sobre represa no Nilo Azul termina sem avanços

Vista geral do Nilo Azul passando pela Grande Barragem Renascentista (GERD) construída pela Etiópia, perto de Guba, 26 de dezembro de 2019 - AFP/Arquivos

Uma reunião entre o Egito, Etiópia e o Sudão em torno de uma polêmica represa etiope no Nilo, foi encerrada nesta terça-feira (6) sem nenhum tipo de avanço, após três dias de conversas.

A reunião foi organizada pelo presidente da República Democrática do Congo (RDC) Felix Tshisekedi, para mediar as negociações entre os três países

Apesar da reunião ter sido prolongada por um dia a mais que o previsto, o comunicado final firmado pelos ministros das Relações Exteriores dos países implicados se limitou a indicar apenas a realização da reunião, sem mais detalhes.

A Etiópia “ameaça o povo da bacia do Nilo e o Sudão diretamente”, alertou a ministra sudanesa, Mariam al Sadiq al Mahdi.

A ministra alegou que as negociações são “intermináveis e insuficientes”, em que “a parte etíope põe a todos diante de um fato consumado”.

Sudão, Egito e a Etiópia negociam há muitas décadas sobre a gestão da Grande Represa do Renascimento no Nilo Azul.

O projeto, lançado pela Etiópia em 2011, está destinado em se tornar a maior hidroelétrica da África.

O Egito, que tem no Nilo cerca de 97% de sua irrigação e sua água potável, considera que a represa seria uma ameaça ao seu abastecimento de água.

O Sudão espera que a represa regule as inundações anuais, mas teme que suas próprias represas sejam danificadas se a segunda fase da obra iniciar antes de um acordo.

A Etiópia, que anunciou em julho de 2020 ter chegado ao seu primeiro objetivo de enchimento da barragem da represa no primeiro ano, disse que deseja continuar o processo, com ou sem um acordo.

As negociações de Kinshasa “são o primeiro passo”, assegurou o chefe da equipe de especialistas da RDC, David Tshishiku, aos jornalistas.

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