Ciência

Restaurantes, cinemas e museus voltarão a fechar em Londres devido à covid-19

Crédito: AFP

Ponto para realização de testes de detecção do coronavírus instalado em Cattle Market, em Kingston, em 20 de outubro de 2020, ao sul de Londres (Crédito: AFP)

Londres e partes do sudeste da Inglaterra entrarão nesta semana no nível mais alto de alerta contra o coronavírus devido ao aumento dos casos, segundo parlamentares britânicos que foram informados nesta segunda-feira (14) pelo ministro da Saúde.

“Sei que é uma notícia difícil (…) e que para os negócios afetados será um revés considerável”, mas “esta ação é absolutamente essencial”, afirmou hoje o ministro da Saúde Matt Hancock ao Parlamento, destacando que o número de infectados está dobrando a cada sete dias em algumas dessas regiões.

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“Sabemos que esta duplicação de casos se refletirá nas admissões hospitalares e é preciso somente algumas poucas duplicações para que o sistema público de saúde fique saturado”, acrescentou.



O passo para o terceiro nível de alerta significa o fechamento de hotéis, bares e restaurantes – que só poderão vender comida para levar – e locais culturais como cinemas, teatros e museus.

Todos que puderem estão incentivados a trabalhar de casa e as viagens não essenciais devem ser evitadas.

O ministro explicou que se detectou “uma variante” do vírus no sul da Inglaterra que “estaria se propagando mais rápido” que as anteriores.

“Nada sugere que esta variante tenha mais probabilidades de causar sintomas graves”, destacou e acrescentou que o Reino Unido notificou a Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre isso.

Ele pediu respeito às restrições “até que tenhamos vacinas para suficientes pessoas vulneráveis”.

As medidas contra a propagação da covid-19 incluem também uma limitação dos contatos sociais: proibição de encontrar pessoas com quem não se conviva, mesmo em espaços abertos, com poucas exceções.

Escolas, comércios, salões de beleza e barbearias podem permanecer abertos.

Temendo esta decisão, o prefeito de Londres, o trabalhista Sadiq Khan, alertou nos últimos dias que a imposição do nível mais rigoroso das restrições seria “catastrófico” para o setor da hotelaria e restaurantes durante o período de Natal.

Em resposta à propagação do vírus nas escolas, o governo lançou na semana passada uma campanha em massa de testes para crianças de 11 a 18 anos em sete dos 32 distritos de Londres e partes de Essex e Kent.

Dois dos distritos da capital britânica, Greenwich e Islington, optaram por fechar as escolas.

Um dos países mais afetados da Europa, com mais de 64.000 mortes, o Reino Unido, que já sofreu dois confinamentos desde o início da pandemia, é o primeiro país ocidental que iniciou uma campanha de vacinação, após ser o primeiro do mundo a aprovar a vacina desenvolvida pela Pfizer/BioNTech.

Em todo o país, as restrições serão flexibilizadas por cinco dias em torno do Natal para permitir as viagens e que até três famílias passem as festas juntas.

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