Agronegócio

Ressurgimento do coronavírus e crescente demanda pressiona oferta nos EUA

Crédito: Reprodução/USDA

A segunda onda de infecções pelo novo coronavírus nos Estados Unidos somada à crescente demanda está pressionando o fornecimento de alimentos no país (Crédito: Reprodução/USDA)

Nova York, 13 – A segunda onda de infecções pelo novo coronavírus nos Estados Unidos somada à crescente demanda está pressionando o fornecimento de alimentos no país. Com a retomada nos bloqueios e nas medidas restritivas como forma de conter a propagação da doença, as mercearias estão enfrentando problemas para manter os estoques.

No dia 5 de julho, por exemplo, 10% dos alimentos embalados, bebidas e utensílios domésticos estavam fora de estoque. Antes da pandemia, essa porcentagem variava de 5% a 7%, segundo a empresa de pesquisa IRI.

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Nesse cenário, fabricantes de alimentos como a General Mills, Campbell Soup e Conagra Brands afirmaram estarem atuando com um fornecimento rápido, embora não estejam conseguindo reabastecer estoques. Itens como farinha, sopa enlatada, macarrão e arroz, por exemplo, continuam escassos.

A expectativa das empresas e dos donos de estabelecimentos do segmento de food service é de que os efeitos da pandemia sobre a economia e o fechamento dos bares e restaurantes resultem em um longo período de alimentação em casa.

Vale lembrar, ainda, que as medidas de segurança adicionais nas fábricas estão diminuindo a capacidade produtiva das empresas. Nesse sentido, executivos das companhias afirmam que há comida suficiente para a população, mas que os estoques são limitados e nem todos os produtos estão disponíveis em qualquer lugar.

O CEO da Campbell, Mark Clouse, disse que a empresa passou por reservas de sua sopa e salgadinhos, como os biscoitos Pepperidge Farm Goldfish durante a corrida inicial de pedidos. Essa demanda foi um choque para uma cadeia de suprimentos que foi amplamente recalibrada para lidar com a demanda em queda na última década, ele disse: “Estamos correndo para tentar reconstruir alguns estoques”.

Embora a disponibilidade de alguns produtos tenha melhorado, como a de carne, isso não se refletiu em todo o setor alimentício. É o caso da farinha, que vinha tendo uma demanda reduzida nos últimos anos e a indústria não conseguiu aumentar a produção de forma rápida para atender à demanda repentina. Em março, as vendas de farinha dos EUA subiram 233% em relação ao ano anterior, segundo a empresa de pesquisa de mercado Nielsen e permaneceram 25% mais altas em junho do que no ano anterior.

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