Edição nº 1108 15.02 Ver ediçõs anteriores

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Alex Comninos, sócio e CEO para América Latina da Founders Intelligence, consultoria que trabalha na parceria entre empresas e startups

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Qual é a sua avaliação sobre o ecosssistema brasileiro de startups? 
É um ambiente próspero, pois o Brasil continua aumentado a sua captação de recursos. Além disso, o empreendedorismo e a inovação estão sendo levados em conta. Hoje, abrir uma startup parece ser uma ideia mais bem aceita do que era há três anos e mais pessoas pensam duas vezes antes de aceitar um emprego em grandes companhias.

Como a união entre startups e grandes empresas pode ser positiva?
Modelos de negócios inovadores estão permitindo que os clientes acessem novos produtos e serviços de maneiras diferentes. Há diversos casos em que startups emergentes podem ajudar as empresas a expandirem seus negócios. Em maio, a varejista Magazine Luiza, por exemplo, adquiriu a startup de logística Logbee. Esse é um acordo que poderia ter levantado dúvidas há alguns anos, mas que hoje faz sentido.

Quais obstáculos precisam ser superados para que essa união dê certo?
As grandes empresas precisam decidir por que elas desejam unir forças com as startups. É fácil ficar empolgado com blockchain e inteligência artificial. Contudo, é preciso que exista um roteiro claro para a criação de valor comercial. Outro obstáculo é a diferença de mentalidade. Startups usam de sua agilidade para prosperar, enquanto as empresas maiores trabalham de forma mais conservadora. É preciso que exista um respeito mútuo sobre cada perfil.

(Nota publicada na Edição 1085 da Revista Dinheiro)


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