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Resiliência e soft skills, habilidades fundamentais num mercado em tranformação

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Claudia Gimenez é vice-presidente e gerente geral da Concentrix Brasil, multinacional de soluções de customer experience (Crédito: Divulgação)

 
Quem nunca foi trabalhar para esquecer um pouco os problemas deixados em casa e vice-versa? Essa rota de fuga utilizada por muitos de nós no cotidiano foi impossibilitada diante da movimentação de muitas empresas ao trabalho remoto, já que o lar passou também a ser o local de trabalho, demandando que a vida pessoal e a profissional coexistissem no mesmo espaço.
 
home office e a consequente reorganização do trabalho já não são mais vistas como uma tendência para as organizações, mas como uma realidade que demanda das empresas e dos seus colaboradores flexibilidade, tenacidade e foco nas resoluções de problemas, algumas das características que encontramos em pessoas resilientes. Mas, afinal, o que é ser resiliente e como isso se traduz no comportamento dos profissionais e líderes dentro das empresas?
 
Originada do latim, a palavra resiliência significa “voltar ao seu estado original”, ou seja, retornar ao funcionamento natural após situações adversas e inesperadas. Mas é importante frisar que ninguém é 100% resiliente o tempo todo. Todos nós enfrentamos problemas e nos sentimentos frustrados, mas como respondemos a essas situações é a diferença entre os que são mais satisfeitos na vida pessoal e no trabalho e aqueles que estão sempre desmotivados e à espera de uma grande oportunidade para mudar de vida.
 
Se você se identificou com o último exemplo, não precisa se desesperar. A boa notícia é que a resiliência pode ser desenvolvida e aperfeiçoada através dos nossos hábitos. Um dos exercícios mais eficazes para quem deseja ser mais resiliente na vida pessoal e profissional é trocar a culpa pela responsabilidade. Deixar de dizer “a culpa não é minha, eu avisei por e-mail” por “como eu poderia ter feito isso diferente e evitado essa situação” é apenas um dos exemplos em que é possível se colocar como parte da solução ao invés de apenas se eximir do resultado final.
 
Essa transformação na maneira de encarar os contratempos, dissabores e frustrações do dia a dia, que são comuns no trabalho, é fundamental para quem deseja crescer profissionalmente e se manter relevante para as organizações. O mesmo se aplica à vida pessoal: ser flexível e estar apto a se adaptar às mudanças é o segredo das pessoas mais felizes, que não precisam acionar saídas da realidade para lidar com os problemas, mas que os encaram como eles são e buscam crescer com as experiências.
 
Os períodos de crise, as grandes mudanças e os desafios, como o que vivemos atualmente, apenas acentuam o papel das soft skills nos resultados e desenvolvimento de equipes. Aprender a ouvir e dar feedback, a pedir desculpas e a desculpar, não criar barreiras aos novos processos e estar aberto a recomeçar são habilidades que não constam no currículo das universidades, mas são cada vez mais fundamentais em um mundo de rápidas transformações. 
 
*Claudia Gimenez é vice-presidente e gerente geral da Concentrix Brasil, multinacional de soluções de customer experience.

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