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Republicanos se dividem sobre as acusações de fraude de Trump

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Donald Trump discursa no aeroporto internacional General Mitchell, em Milwaukee, Wisconsin, em 2 de novembro (Crédito: AFP)

Reações variadas surgiram no Partido Republicano nesta sexta-feira (6) após as acusações infundadas de fraude eleitoral lançadas por Donald Trump: várias figuras estão a seu favor, mas outras condenam a “perigosa” estratégia de desinformação do presidente, cada vez mais perto de perder a Casa Branca para o democrata Joe Biden.

“O discurso do presidente na noite passada me chateou muito porque ele fez alegações muito, muito sérias, sem nenhuma evidência para apoiá-las”, afirmou Pat Toomey, senador republicano da Pensilvânia, à CBS.

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“Não tenho conhecimento sobre nenhuma grande fraude”, acrescentou.

No Twitter, o congressista pelo Texas, Will Hurd, denunciou a tática “perigosa e errada” e pediu para que todas as cédulas sejam contadas.

“PAREM de espalhar desinformação sem evidências … Isso está virando uma loucura”, tuitou o seu colega Adam Kinzinger, um crítico regular de Trump.

“Contar cada voto é o coração da democracia. Esse processo costuma ser longo e, para aqueles que concorrem, frustrante”, observou Mitt Romney, em uma declaração igualmente desaprovadora.

“Os votos serão contados. Se forem percebidas irregularidades, elas serão investigadas e, em última instância, resolvidas nos tribunais”, finalizou.

Expressaram suas opiniões também os mais apoiadores de Trump, que se uniu em bloco ao lado de seu candidato.

“Estou aqui esta noite para apoiar o presidente Trump como ele me apoiou”, declarou o senador Lindsey Graham, reeleito na terça-feira após uma difícil campanha na Carolina do Sul.

Seu colega Ted Cruz, por sua vez, se mostrou mais irritado: “Posso dizer que o presidente está com raiva e eu e os eleitores deveríamos estar com raiva”, ressaltou ao apresentador Sean Hannity, à frente de um dos programas favoritos de Trump na Fox News.

Mas a maioria dos políticos republicanos eleitos optaram por ficar à parte das opiniões e não demonstrar expressamente o apoio a Trump, apesar de que ele permanecerá como presidente ao menos até 20 de janeiro e poderá manter uma influência considerável no partido mesmo se perder.

– “Perversidade na boca” –

O poderoso e influente líder do Senado, Mitch McConnell, fez o que parece ser um pedido de calma e razão: “Todos os votos legais devem ser contados. Qualquer cédula submetida ilegalmente não deve ser. Todos os partidos devem monitorar este processo. E os tribunais existem para aplicar a lei e resolver conflitos”.

Mas ele não mencionou que houve fraude.

Karl Rove, ex-conselheiro de George W. Bush – que chegou à presidência após uma guerra judicial pelos votos da Flórida em 2000 – também apontou que uma fraude envolvendo centenas de milhares de votos em vários estados exigiria um enredo digno de um filme de James Bond.

O senador Marco Rubio – rival de Trump nas primárias de 2016, mas que por quatro anos aderiu ao Trumpismo como quase todo o seu partido – não criticou diretamente o presidente, mas preferiu relembrar uma série de princípios democráticos.

No entanto, Rubio também tuitou uma passagem bíblica, parte do Antigo Testamento, ainda que sem comentários: “O homem de Belial, o homem vil, é o que anda com a perversidade na boca. Provérbios 6:12”, escreveu.

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