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Republicanos no Senado americano apoiam resolução para frear Trump contra Irã

Republicanos no Senado americano apoiam resolução para frear Trump contra Irã

(Arquivo) O presidente americano, Donald Trump - AFP


O Senado dos EUA poderá aprovar uma resolução, na semana que vem, visando a limitar o poder de Donald Trump para lançar operações militares contra o Irã – informou o democrata Tim Kaine, proponente do texto, acrescentando que conta com o apoio de republicanos.

“Agora temos uma maioria de colegas, democratas e republicanos, que defenderão firmemente o princípio de que não devemos ir à guerra sem uma votação do Congresso”, disse o senador democrata na terça-feira (14).

Essa votação pode acontecer na próxima semana, embora ainda não se tenha estabelecido uma data no Senado.

Esta semana, a Casa se debruçará sobre o histórico julgamento político de Trump.

A aprovação da referida resolução seria vista como uma derrota para a Casa Branca, já que o Senado é controlado pela mesma sigla do presidente, o Partido Republicano (53-47). O texto ainda poderá, eventualmente, ser vetado pelo chefe do Executivo.

De qualquer modo, antes de chegar ao Senado, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara de Representantes, hoje dominada pela oposição democrata.

Na semana passada, a Câmara aprovou uma resolução similar, por 224 votos a favor, e 194, contra. Diferentemente do texto do Senado, seu caráter não é vinculante.

Ansiosos para defender o poder do Congresso frente ao Executivo, quatro senadores republicanos decidiram se unir à resolução proposta por Kaine: Rand Paul, Mike Lee, Todd Young e Susan Collins. Estes votos dissidentes são suficientes para conseguir as 51 cadeiras necessárias neste caso.

Conforme o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, o texto apresentado por Tim Kaine contrabalançaria a “impulsiva, errática, egoísta e com frequência irresponsável política externa de Donald Trump”.

Muito crítico de Trump, o senador republicano Mitt Romney anunciou desta vez que vai-se opor ao texto para “não deixar o presidente de mão atadas” em relação ao Irã.