Economia

Renda Brasil vai dar R$ 56 a mais que Bolsa Família em troca de cortes em outros programas

Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes: Bolsa Família concede, hoje, aproximadamente, R$ 191 para cada lar, e o governo quer subir este valor para R$ 247 por família, um aumento de pouco mais de R$ 50 reais (Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil)

A equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, trabalha para concretizar o plano do presidente Jair Bolsonaro de ter um programa social para chamar de seu, o Renda Brasil. Nos bastidores, comenta-se que a nova proposta, próxima de ser anunciada, vai aumentar o benefício médio por família, mas vai acabar com outros programas que ajudam as famílias de baixa renda.

Atualmente o Bolsa Família concede, aproximadamente, R$ 191 para cada lar de beneficiários do programa e o governo quer subir este valor para R$ 247 por família, um aumento de pouco mais de R$ 50 reais. Para alcançar este valor, no entanto, estuda-se o fim do abono salarial e o Farmácia Popular.

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Segundo o jornal O Estado de São Paulo, o Renda Brasil deve ampliar sua base de beneficiários em 10 milhões, saindo dos atuais 14,2 milhões para 24 milhões, algo que a equipe econômica já vinha apontando nos últimos dias, sobretudo nos debates envolvendo a prorrogação do auxílio emergencial de R$ 600 até o fim do ano.

Com mais pessoas no guarda-chuva do Estado, o orçamento do Bolsa Família sairia dos atuais R$ 30 bilhões para um salto de R$ 52 bilhões.

O abono salarial conta com um orçamento de R$ 20 bilhões e é visto como ineficiente pelo governo, enquanto o Farmácia Popular conta com um orçamento de R$ 2 bilhões. Programas como o seguro-defeso, que é o subsídio dado a pescadores em períodos de pesca proibida, também seriam limados.

Essa é uma forma encontrada pelo governo de seguir beneficiando mais pessoas e surfar na onda da popularidade que o auxílio emergencial trouxe ao Palácio do Planalto. E isso tudo sem precisar de manobras perigosas que comprometam o gasto público e o teto de gastos.

A vontade da administração federal, no entanto, vai depender do bom humor do Congresso, que dará a palavra final sobre a alteração do Bolsa Família e a extinção dos benefícios dados ao trabalhador de baixa renda.

Durante a tramitação da reforma da Previdência, por exemplo, o governo havia tentado dificultar o acesso ao abono salarial, mas o Congresso barrou a ideia, um claro sinal de que a futura negociação não será fácil.

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