Sustentabilidade

Relatório do IPCC é “advertência mais séria já feita” sobre o clima, afirma presidente da COP26

Crédito: AFP

Alok Sharma, presidente da Conferência do Clima da ONU (COP26) que acontecerá em Glasgow em novembro (Crédito: AFP)

O relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que será publicado na segunda-feira, representa a “advertência mais séria já feita” sobre a influência humana no aquecimento global, afirmou neste domingo (8) o presidente da COP26, Alok Sharma.



“Será a advertência mais séria já feita sobre o fato de que o comportamento humano acelera de forma alarmante a mudança climática”, declarou o ministro britânico e presidente da COP26 em uma entrevista ao jornal The Observer, edição dominical do The Guardian.

“Não podemos nos permitir esperar dois anos, cinco anos, 10 anos”, completou, ao destacar que ainda temos tempo, “mas nos aproximamos perigosamente do momento em que será muito tarde”. Neste sentido, ele insistiu no caráter decisivo da conferência sobre o clima prevista para novembro em Glasgow (COP26).

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O informe do IPCC “será um sinal de alerta para todos os que ainda não entenderam por quê a próxima década deve ser absolutamente decisiva em termos de ação pelo clima”, insistiu Sharma, antes de acrescentar: “Também entenderemos de maneira muito clara que a atividade humana está na origem da mudança climática a um ritmo alarmante”.



Um fracasso da COP26 seria “catastrófico, não há outra palavra”, afirmou o britânico, antes de recordar que “o ano passado foi o mais quente já registrado” e que “a última década foi a mais quente já registrada”.

As consequências da mudança climática já são evidentes, completou, ao citar as inundações na Europa e na China ou os incêndios florestais, as temperaturas recordes observadas na América do Norte.

“A cada dia, veremos como novos recordes são batidos, de um modo ou outro, no mundo”, advertiu.

O ministro, no entanto, defendeu o polêmico projeto do Reino Unido de autorizar novas explorações de reservas de gás e de petróleo, apesar de a Agência Internacional de Energia ter alertado em maio que o mundo deveria renunciar desde já a qualquer projeto de petróleo ou gás se pretende limitar o aumento das temperaturas globais a +1,5 ºC.


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