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Reino Unido, França e Alemanha condenam restrição às inspeções nucleares no Irã

Reino Unido, França e Alemanha condenam restrição às inspeções nucleares no Irã

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei - KHAMENEI.IR/AFP

O Reino Unido, a França e a Alemanha “lamentam profundamente” a “perigosa” restrição às inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sobre as atividades nucleares no Irã, de acordo com um comunicado conjunto divulgado nesta terça-feira (23).

O Irã adotou essas limitações nesta terça, depois que o prazo de Teerã para suspender todas as sanções americanas expirou.

“Nós, Ministros das Relações Exteriores da França, Alemanha e Reino Unido, lamentamos profundamente que o Irã tenha começado (…) a suspender o protocolo adicional e as medidas de transparência” do acordo nuclear iraniano, denunciaram, observando “a natureza perigosa” da decisão do Irã.

“Solicitamos ao Irã a parar e reverter todas as medidas que reduzem a transparência e que coopere plenamente com a AIEA”, continuaram os chefes da diplomacia desses três países, cossignatários do acordo de 2015 com os Estados Unidos – que o deixou em 2018 -, Rússia e China.

Ressaltaram também que o “objetivo continua sendo o de preservar o acordo e apoiar os esforços diplomáticos em busca de uma solução negociada, que permita ao Irã e aos Estados Unidos voltarem ao pleno respeito aos compromissos assumidos”.

Após a retirada unilateral do acordo de Viena pelo governo americano de Donald Trump e o restabelecimento de suas sanções contra Teerã – que sufocaram a economia do Irã -, esse país tem progressivamente deixado de cumprir seus compromissos nucleares.

O acordo de 2015, entre Teerã e as grandes potências, tem como objetivo evitar que a República Islâmica desenvolva uma bomba atômica, impondo estritos limites ao seu programa nuclear, que permaneceria exclusivamente civil.

A comunidade internacional, em troca, suspendeu todas as sanções econômicas contra o Irã.

O novo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, prometeu endossar este acordo novamente, mas com a condição de que Teerã volte a honrar os seus compromissos o quanto antes, dos quais começou a se distanciar em resposta às sanções firmadas por Trump.

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