Economia

Reformas tributária e administrativa têm de caminhar lado a lado, diz Mourão

O presidente em exercício, Hamilton Mourão, disse nesta quarta-feira, 23, que o ideal seria as reformas tributária e administrativa tramitarem simultaneamente no Congresso. “Sempre penso no melhor dos mundos. Acho que as duas têm de caminhar lado a lado. Até porque elas são complementares”, declarou.

Mourão afirmou que o presidente Jair Bolsonaro definirá a data para envio das medidas ao Congresso. “E o Congresso pode ter outra visão”, comentou.

O presidente em exercício disse que a reforma administrativa é importante “para dar uma enxugada no Estado”. Sobre a tributária, disse que “pagamos um terço do PIB em imposto” e que “estaríamos mais satisfeitos se tivéssemos estradas alemãs, escolas suíças e hospitais britânicos, mas infelizmente não temos”.

Viagem ao Peru

Mourão disse que o Peru, para onde viaja na tarde desta quarta e retorna na sexta-feira, 25, à noite, tem interesse em comprar cascos de dois submarinos do Brasil que estão fora de uso. “(A venda) depende de quanto vai pagar”, disse o presidente em exercício.

Na terça, 22, o comandante da Marinha, Ilques Barbosa, afirmou que Chile e Argentina também têm interesse em comprar os submarinos brasileiros.

Mourão disse que terá reunião em Lima com empresários peruanos, com as Forças Armadas e com o presidente do Martín Vizcarra. Segundo ele, o encontro com Vizcarra será de cortesia.

Embaixada nos EUA

Mourão disse que o diplomata Nestor Forster tem “todas as credenciais” para virar embaixador do Brasil nos Estados Unidos. Na terça-feira, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) desistiu de sua indicação ao cargo para atuar como líder do PSL na Câmara.

Protestos

Mourão afirmou não ter as informações que teriam levado Bolsonaro a pedir atenção do Ministério da Defesa sobre avanço ao Brasil da onda de protestos na América Latina. “Não tenho informações que o presidente da República tem para ele já ter enviado essa ordem de alerta ao Ministério da Defesa”, disse o general.

Mourão afirmou que a lei antiterrorismo brasileira “ainda é um pouco branda”, mas que qualquer alteração na regra tem de ser discutida. “Não tem imposição unilateral”, disse.