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Rede zera taxa de antecipação de crédito; Cielo, Stone e Pagseguro veem ações desabar

Com a medida da Rede, sua principais concorrentes sofreram fortes quedas no valor de suas ações. A Stone foi a mais afetada, caindo dois dígitos

Rede zera taxa de antecipação de crédito; Cielo, Stone e Pagseguro veem ações desabar

A guerra das maquininhas de cartão ganhou novo e agressivo capítulo nas vésperas do feriado de Páscoa. Nesta quarta-feira (17), a Rede, do Itaú Unibanco anunciou que irá zerar taxas de antecipação de lojistas para comprar no cartão de crédito à vista. A companhia espera atrair pequenas e médias empresas com a medida.

De acordo com cálculos dos analistas consultados pela Reuters, partindo de números que indicam que transações à vista representem de 30 a 40 por cento do volume total de crédito, a Cielo poderia ter seu lucro líquido de 2019 reduzido em 10 a 20 por cento pode conta do movimento da Rede. No caso da Stone, eles avaliam que deve ser mais impactada, uma vez que a empresa atua principalmente no mercado de pequenas e médias empresas e possui maior exposição relativa ao pré-pagamento em seus resultados.

As projeções já afetam diretamente as três principais concorrente da empresa controlada pelo Itaú Unibanco. No início da tarde desta quinta-feira (18), Stone, Pagseguro e Cielo apresentavam fortes quedas no mercado de ação. As 13:45, a a STNE estava sendo negociada a US$ 26,48, queda de 24,04% em relação ao valor de abertura. Já a PAGS estava em queda de 3,06%. A única negociada na Bovespa, a Cielo apresentava baixa de 7,42%.

Com a medida adotada pela Rede, a indústria de pagamentos pode sofrer uma grande mudança que afetaria positivamente lojista de PME’s. A questão que fica é como Stone e Pagseguro irão se equiparar, uma vez que não estão ligadas a grandes bancos e não tem espaço para lidar com esta perda de receita.