Ciência

Rede social chinesa volta atrás no plano de censurar conteúdos gays

Rede social chinesa volta atrás no plano de censurar conteúdos gays

Logo da rede social Weibo - AFP/Arquivos

A popula rede social chinesa Weibo não vai mais censurar alguns conteúdos relacionados com a homossexualidade, tal como anunciou na semana passada, gerando uma onda de críticas na Internet.

A Weibo realiza atualmente uma “campanha de limpeza” de seus conteúdos e, na semana passada, anunciou que suprimiria conteúdos ilegais, como “mangás e vídeos com implicações pornográficas, que promovem a violência, ou estão relacionados com a homossexualidade”.

Similar ao Twitter, a plataforma conta com 400 milhões de usuários ativos.

“Esta campanha de limpeza de jogos, mangás e desenhos animados já não está dirigida contra conteúdos relativos à homossexualidade, e sim busca deletar conteúdos pornográficos, violentos e sangrentos”, indicou a Weibo em uma mensagem na rede social.

Este anúncio acontece depois de uma onda de mensagens de protesto, que se multiplicaram sob a tag #Eusouhomossexual, que teve 240 milhões de visualizações.

A China descriminalizou a homossexualidade em 1997, mas foi em 2001 que a retirou da lista de doenças mentais. No entanto, os homossexuais continuam sendo alvo de discriminações.